Rede Municipal de Ensino prepara escolas para atender alunos com autismo

Segundo dados da Secretaria de Educação de Natal, escolas do município tiveram 261 alunos autistas em 2018.

Rafael Araújo,
Manoel Barbosa/SME
Sala multifucional oferta atendimento educacional especializado aos alunos que necessitam de atenção especial.

AUTISMO-SELOAs escolas municipais de Natal têm se preparado para receber alunos com qualquer tipo de deficiência, incluindo os que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a Chefe do Setor de Educação Especial da Secretaria de Educação Municipal, Érika Soares, no ano de 2018, a rede municipal teve 261 alunos autistas matriculados nas instituições de ensino.

Ainda de acordo com Érica Soares, as escolas e instituições de ensino de Natal estão cada vez mais preparadas para receber alunos com algum tipo de deficiência. No caso de crianças com o transtorno autista ou com qualquer outro tipo de deficiência, a chefe de educação especial revelou que das 146 unidades de ensino da Rede Municipal, 51 têm sala multifuncional, projetada para contribuir com o aprendizado desses alunos.

“Nesta sala multifuncional nós oferecemos um trabalho de atendimento educacional especializado, que atende tanto aos alunos que apresentam deficiência, incluindo ai as crianças com autismo. Nessa sala temos um professor que especializado na área de educação voltada a alunos com deficiência ou transtornos psíquicos. Neste caso, esse docente atua em conjunto com o professor da sala de aula regular”, explica Érica Soares.

Processo de matrícula

O processo de matrícula de alunos que possuem algum tipo de deficiência ou transtorno mental, como é o caso do autismo – acontece de forma diferenciada na rede municipal. De acordo com a chefe de educação especial, as matriculas são abertas com antecedência para este público com o intuito de conhecer melhor a necessidade do aluno e preparar a escola para a inclusão deste estudante.

Os alunos com autismo ou outro tipo de deficiência entram em uma escola da rede municipal através da matricula antecipada – os pais realizam um cadastro online e vão até a escola escolhida para efetivar a matrícula. A partir daí, a instituição agenda uma entrevista com a família para que tenha mais informações em relação às necessidades do estudante, com o objetivo de verificar uma possível adequação na organização para atender o aluno.

“Isso é feito para que a escola veja como vai se organizar para atender o aluno. Se há necessidade de contratação de estagiários para atuação junto aos professores, ou até se  é preciso realizar uma estruturação da que esse estudante vai ficar”, comenta

Estrutura pedagógica

As escolas municipais contam hoje com a oferta de assessoramento pedagógico que visa orientar a equipe pedagógica para incluir a criança no contexto da turma. Além disso, de acordo com Érica Soares, a Secretaria Municipal de Educação têm atuado na formação de professores da rede para capacitação sobre o desenvolvimento das crianças que possuem transtornos mentais ou algum tipo de deficiência. 

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Sala de Recursos Multifuncionais

A Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) é um dos espaços onde é ofertado o Atendimento Educacional Especializado aos alunos da Educação Especial. Faz parte de um Programa Federal em que o Ministério da Educação disponibiliza materiais pedagógicos e equipamentos para a abertura da sala na Unidade de Ensino cadastrada e o município disponibiliza espaços adequados e professores qualificados com cursos de pós graduação ou cursos de aperfeiçoamento na área da Educação Especial.

Esse serviço tem o objetivo de ampliar a participação dos alunos na escola, através de:

- um trabalho colaborativo junto aos professores que atendem esses alunos;

- na orientação as famílias em relação ao processo de escolarização de seus filhos;

- intervenções que atendam as especificidades dos alunos de forma individualizada ou em pequenos grupos no espaço da SRM.

No caso dos alunos com autismo, os professores da SRM, desenvolvem intervenções de forma colaborativa com os professores no espaço da sala de aula regular ou em outros ambientes da escola, planejadas previamente e no contexto da turma, no intuito de ampliar a participação dos alunos e possibilitar sua aprendizagem e desenvolvimento.

Para Érika Soares, resultados positivos têm sido observados a partir do trabalho que vem sendo desenvolvido com os alunos com o TEA. "Alunos que não falavam e nem escreviam, quando chegaram à escola, agora já estão falando e escrevendo. Outros também já estão interagindo melhor com os colegas", comemora.


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