Bahia vence Fluminense, quebra tabu histórico, e jejum no Brasileirão

Na próxima terça-feira, Jobson será julgado na Suíça pelo caso de doping em 2009, quando ainda pertencia ao Botafogo.

Redação, Sites Bahia/Fluminense,
Site do Bahia
Nos contra-ataques, Bahia vence o Fluminense no Engenhão
Na reestreia de Abel Braga diante da torcida tricolor, o Fluminense mostrou a mesma falta de padrão e insegurança que se repete desde o início da temporada. Melhor para o Bahia, que teve Jobson inspirado, principalmente na etapa final. Depois de esbarrar algumas vezes na boa atuação do goleiro Diego Cavalieri, o atacante marcou o gol da vitória por 1 a 0, aos 47 minutos do segundo tempo, em contra-ataque fulminante.

Um gol que contrasta com o momento delicado do destaque da partida. Na próxima terça-feira, Jobson será julgado na Suíça pelo caso de doping em 2009, quando ainda pertencia ao Botafogo. Um drama que começou justamente no Engenhão, palco da boa atuação deste sábado, e agora pode ter como consequência o fim de sua trajetória no futebol.

Jogo equilibrado

Os primeiros momentos já ditaram aquele que seria o ritmo de toda a partida. O Fluminense comandando as ações, mas tendo pela frente um Bahia rápido e traiçoeiro. Logo aos 6 minutos, Diego Cavalieri fez ótima defesa em chute do atacante Júnior, que entrou no lugar de Souza. Foi o primeiro de uma série de lances incríveis protagonizados pelo goleiro do Fluzão, o melhor em campo.

A chance do Flu veio aos 27 minutos: Conca bateu falta e Fred mandou para o gol, mas Marcelo Lomba pegou bem. Lance perigoso que o árbitro Alício Pena Júnior (MG) parou, marcando falta de ataque. Na sequência, com a bola esperando na entrada da área do Bahia, o argentino e Souza pareciam tramar uma cobrança ensaiada. Fred apareceu de surpresa e chutou forte, mas a zaga baiana afastou.

No último lance da 1ª etapa, polêmica no ar. Aos 42, Carlinhos entrou na área e foi tocado por Jancarlos. A Torcida Tricolor pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir.

Castigo no fim

O 2ª tempo começou com Diego Cavalieri segurando o ímpeto do time de René Simões. Em cobrança de falta de Jancarlos, ele fez linda defesa. Júnior tentou aproveitar o rebote, mas o goleiro impediu que o placar fosse aberto, naquele instante.

Aos 24 minutos, o Fluminense chegou muito perto do gol. Souza avançou pela intermediária ofensiva e, como a marcação não chegava, decidiu arriscar. Ajeitou de longe e mandou um balaço na trave.

– A equipe não se apresentou da forma que esperávamos. O adversário marcou bem, de forma individualizada. No 1° tempo, não conseguimos chances de gol. No 2°, colocamos bola na trave, mas levamos o gol no final. Não podemos ficar chateados porque temos que trabalhar, buscando a melhor formação – afirmou o treinador Abel Braga.

E esse gol no final a que Abel se referiu foi um verdadeiro castigo. Aos 47 minutos, o Fluminense teve um escanteio para tentar a vitória e se lançou à frente. No contra-ataque, Ávine fez jogada individual pelo meio e deixou Jobson na entrada da pequena área. Ele chutou, sem chance para Diego Cavalieri: 1 a 0 Bahia. E o Flu passa a pensar no Avaí.

– De maneira nenhuma isso vai afetar o nosso foco. A reação negativa do torcedor é justa, pois não jogamos bem, mas os jogadores se dedicaram em cada segundo da partida. Não faltaram vontade e ambição em nenhum momento, mas o adversário, uma equipe de valor e difícil de enfrentar, conseguiu fazer um ótimo jogo – analisou Abel.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 0 x 1 Bahia – Campeonato Brasileiro
Sábado, 18 de junho de 2011 – Engenhão
Renda: R$ 193.400,00 / Público Pagante: 6.827 / Público Presente: 9.532
Arbitragem: Alício Pena Júnior (MG), Márcio Eustáquio (Fifa–MG) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa–MG)

Fluminense
: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos (Marquinho); Edinho, Valencia, Souza e Conca (Matheus Carvalho); Ciro (Rafael Moura) e Fred: Técnico: Abel Braga.

Bahia: Marcelo Lomba; Jancarlos, Titi, Paulo Miranda e Ávine; Marcone, Fahel, Diones e Carlos Alberto; Jobson e Souza (Júnior). Técnico: Renê Simões.

Cartões amarelos: Ciro e Gum (Fluminense), Fahel, Carlos Alberto e Titi (Bahia)


Bahia quebra tabu contra o atual campeão brasileiro

Além de ter sido a primeira vitória do Bahia na Série A 2011, o triunfo contra o Fluminense, atual campeão brasileiro, deu fim a um tabu de 21 anos sem sucesso contra o time das Laranjeiras.

Desde outubro de 1990, o Tricolor baiano não vencia o Fluminense. O último triunfo ocorreu no Estádio das Laranjeiras e foi com o placar de 4 x 1.

Nos confrontos entre as duas equipes, o Fluminense continua levando vantagem nos 47 jogos realizados, com 10 vitórias do Esquadrão de Aço 16 empates e 21 derrotas. O ataque do Esquadrão de Aço marcou 42 gols e a defesa sofreu 64.

Em Brasileiros, as duas equipes se enfrentaram 30 jogos com 06 vitórias do Bahia 11 empates e 13 derrotas. O ataque baiana marcou 24 gols e a defesa sofreu 33.

Talvez por causa dessa vantagem, o site oficial do time carioca postou uma matéria, ressaltando a diferença nos números e dizia que "enfrentar o Bahia tem sido, historicamente, um prazer para o Fluminense".

Depois deste triunfo, dentro do Engenhão, o site oficial do Bahia se obriga a dizer que vencer o campeão brasileiro foi um grande prazer e em Pituaçu, a história vai ganhar um novo capítulo.

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