Projeto da arena esportiva custará R$ 300 milhões

Está prevista a edificação de uma arena multiuso, prédios comerciais e os centros administrativos do Estado e Município, além de bosques e hotéis.

Artur Dantas,
Fotos: Divulgação
Projeto foi apresentado nesta terça-feira (27), pelo Comitê Esportivo da Copa 2014.
Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (27), o Comitê esportivo da Copa de 2014 mostrou o novo projeto da capital para acolher o mundial de futebol. O projeto prevê a edificação de uma arena esportiva, arena multiuso, prédios comerciais e os centros administrativos do Estado e Município, além de bosques e hotéis.

Para viabilizar o projeto, o secretário de Turismo do Estado e presidente do comitê, Fernando Fernandes, explicou que a iniciativa privada entra como grande financiadora da obra. Através de uma parceira público-privada (PPP), os investidores trabalham com a construção do complexo e em troca tem a cessão do terreno por um prazo de 30 anos.

Fernando Fernandes detalhou o funcionamento da parceria entre Estado e o capital privado. “O Rio Grande do Norte entra com a moeda que tem, que é o terreno. Na construção do complexo, não gastaremos nada. Em compensação, os investidores que ganharem a licitação venderão os prédios comerciais, o que pode chegar a um valor geral de venda (VGV) de R$ 1,2 a 1,5 bilhão de reais. É uma obra bonita, funcional e economicamente viável”, disse o secretário.

No entanto, para que seja dado o início aos trâmites que envolvem a concretização da obra, é necessária uma nova visita de um grupo formado pela FIFA e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com o comitê, ela está marcada para o próximo dia 6 de fevereiro e pretende atestar a boa estrutura física da cidade.

Anteriormente, em um sobrevôo sobre a capital potiguar, o grupo FIFA/CBF já deu um sinal positivo ao Rio Grande do Norte. Foram analisados pontos como a proximidade do complexo com os hospitais públicos e particulares, fácil acesso a rodoviária e ao aeroporto através da BR-101, além da rápida mobilidade e escoamento do tráfego pelas avenidas Prudente de Morais e Salgado Filho. Além dos pontos citados, o grupo de avaliadores estudou a estrutura tecnológica que envolve transmissão de dados e voz, essencial para o evento do porte de um mundial.

Parceira e investimentos

Para tornar realidade o projeto audacioso que planeja a demolição do centro administrativo, Machadão e Machadinho, totalizando uma área de 45 hectares, o comitê esportivo destacou a participação de grupos internacionais e nacionais na concretização. De acordo com o secretário de Turismo, Fernando Fernandes, a readequação do Machadão para a realização dos jogos custaria aos cofres públicos cerca de R$ 250 milhões.

Para conceber a Arena das Dunas, nome dado ao novo estádio, erguido onde fica o Machadão atualmente, foi contratado o escritório HOK SVE, da Inglaterra, com filial no Brasil. A empresa é responsável pela assinatura de obras como o Emirates Stadium, do Arsenal, a arena de Wimbley e de Sidney, além de outros estádios espalhados pelo mundo. “Não seria possível um trabalho envolvendo um grupo de fora sem sede no nosso país”, disse Fernando Fernandes.

Grupos de investidores nacionais e internacionais já manifestaram interesse em participar da licitação. O Serveng (São Paulo), Valora (São Paulo), CB Richards Ellis (Inglaterra), Luso-Arena (Portugal), Salamanca (Inglaterra), grupo que atua com capital árabe, e um grupo francês completam a lista de possíveis apoiadores do projeto. A Price é a empresa responsável pelo estudo de previabilidade econômica e pela logística da obra.
                                                                                                                                                            Artur Dantas

A secretária de Esporte e Lazer, Magnólia Figueiredo, presente na coletiva, também falou sobre o projeto dizendo que “muitas pessoas disseram que nós não apresentaríamos o projeto, que estava demorando, mas elas falam sem conhecimento de causa.. Temos que seguir o que foi decidido e isso fizemos com muito profissionalismo”, destacou.

O grupo falou sobre a integração entre Estado e Município para a efetivação do projeto. “A obra é de Estado e não só do Estado ou do Município. É uma disputa muito grande entre todas as cidades que pleiteiam a vaga. Temos que contar com o apoio primeiro dos potiguares”, falou.
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