Vice-presidente da OAB nega que esteja perseguindo a Câmara Municipal

Ricardo Vagner diz que o Marcco vem buscando combater a corrupção em todos os poderes das esferas municipal, estadual e federal.

Júlio Pinheiro,
Gabriela Duarte
Ricardo Vagner: "Não sou candidato a nada dentro da OAB".
O vice-presidente da OAB, Ricardo Vagner Alcântara, rebateu declarações de vereadores de Natal que acusavam o advogado, a OAB e o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco) de perseguirem a Câmara Municipal do Natal. Ricardo Vagner diz que a intenção das instituições que compõem o movimento é cobrar transparência de todos os poderes.

Durante a sessão ordinária da manhã desta quarta-feira (22), alguns vereadores criticaram a postura do vice-presidente da OAB, que declarou posicionamento do Marcco contra a candidatura de parlamentares que foram denunciados na Operação Impacto à Presidência da CMN. Para os parlamentares, a posição do advogado seria de pré-julgamento e de perseguição aos vereadores de Natal. Mas as críticas não pararam por aí.

Outra dura acusação feita durante a sessão foi do vereador Renato Dantas (PMDB). Segundo o líder do PMDB na Casa, Ricardo Vagner poderia – e o parlamentar fez questão de enfatizar que não estava afirmando – estar dando as declarações em represália à não convocação da esposa do próprio advogado para uma vaga de procuradora do Legislativo Municipal. Na segunda suplência do concurso público, a esposa de Ricardo Vagner luta na Justiça para ocupar o cargo.

Irritado com os pronunciamentos dos vereadores Salatiel de Sousa (PSB) e, principalemente, Renato Dantas, Ricardo Vagner afirmou que “se há perseguição de alguém, é da Câmara”, pois supostamente estaria impedindo a esposa do advogado e os outros suplentes de assumirem vagas na Procuradoria da Casa. O advogado disse , também, que não era candidato a nada dentro da própria entidade  e não estaria expondo o seu pensamento como uma maneira de se promover junto à classe.

Sobre as acusações contra a OAB, o vice-presidente da Ordem entende que os vereadores estão colocando a instituição como única a compor o Marcco. No entanto, o advogado argumenta que o movimento, que conta com outras importantes instituições, vem trabalhando em todas as esferas do poder no país e não há nenhuma motivação pessoal contra qualquer um dos vereadores.

“Há documentos que comprovam que o Marcco vem buscando a transparência em poderes das esferas municipal, estadual e federal. Não há perseguição a qualquer poder. Alguns vereadores usam a TV, paga com dinheiro público, para falar besteira. Os vereadores que fizeram essas acusações estão ressentidos porque não foram reeleitos”, disparou.

Questionado se não estava havendo um pré-julgamento por parte do Marcco e da própria OAB quando sugere que vereadores denunciados não sejam votados para a Presidência da CMN, Ricardo Vagner é enfático e diz que não há interferência do movimento na Casa.

“Ninguém foi à imprensa dizer que eles (vereadores denunciados) não tinham o direito de concorrer. Mas acreditamos que, para reerguer a imagem da Casa junto à sociedade, é importante que alguém que não foi denunciado seja eleito. A votação será dos vereadores e eles que definirão a questão”, declarou.

O vice-presidente da OAB informou, ainda, que “os ataques recebidos serão respondidos nas instâncias cabíveis”, mas só será definida após reunião com os demais membros da OAB.
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