Parlamento opositor aprova julgamento de Maduro por corrupção

Ex-procuradora venezuelana apresentou provas da participação de presidente nas propinas da Odebrecht.

Da redação, Agência Brasil,

A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelos opositores do governo, aprovou nesta terça-feira (17) o início do julgamento do presidente do país, Nicolás Maduro, por corrupção, apesar dos alertas do chavismo sobre a nulidade da ação.

Os opositores aprovaram uma declaração que afirma que existem "méritos suficientes" para dar sequência ao processo contra Maduro. A audiência da Assembleia Nacional, que durou duas horas, teve a presença de apenas dois deputados governistas. Os parlamentares da oposição determinaram a sequência das investigações sobre corrupção e sobre os "vínculos de Maduro com funcionários da empresa Odebrecht".

"O acordo se sustentou no fato público e notório de que sobre o cidadão Nicolás Maduro recaem sérios questionamentos que atribuem a ele atos de corrupção vinculada à Odebrecht", diz o documento.

Justiça sequestrada

Os opositores afirmam ainda que a Venezuela é o único país da região que não investigou o escândalo envolvendo a construtora brasileira porque o governo "sequestrou a Justiça".

O caso foi elaborado a partir de uma denúncia feita ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega, que apresentou provas da participação de Maduro nas propinas da Odebrecht.

A denúncia foi feita a um grupo de juristas venezuelanos que foram confirmados pelo Parlamento como membros do Tribunal Supremo de Justiça, em substituição a indicados pelo chavismo.

Esse grupo de juristas, que se autodenominou "Supremo Tribunal no exílio", não tem o reconhecimento de nenhuma figura do governo, salvo do Parlamento de oposição.

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