Cordel do Fogo Encantado comunica fim da banda

Saída do fundador e vocalista, Lirinha, é motivo do encerramento das atividades do grupo pernambucano.

Isabela Santos,
Primeiro veio o anúncio do desligamento do vocalista e fundador da banda Cordel do Fogo Encantado, José Paes de Lira, o Lirinha. Agora é definitivo: acabou. O site oficial da banda (www.cordeldofogoencantado.com.br) informou a decisão em texto do produtor Antônio Gutierrez, que fez questão de falar da amizade, respeito e carinho que permanece entre os integrantes da banda.

Gutierrez escreveu que seria impossível continuar com a banda sem Lirinha, que diz ir em busca de novos caminhos. Entretanto, deverão lançar um breve registro de áudio e vídeo da apresentação realizada na praça do Marco Zero, Recife, no dia 14 de fevereiro de 2010, considerado um show histórico.

Além disso, deve ser lançado também um material de arquivo selecionado entre registros realizados ao longo dos onze anos de existência da banda, que surgiu em Pernambuco com uma peça teatral.

Leia o comunicado de Lirinha, na íntegra:

Com a permissão dos Encantados, sempre:
Anuncio a minha saída da banda Cordel do Fogo Encantado. São 14 anos de trabalho ininterrupto (11 anos de banda e 3 anos de peça teatral de mesmo nome).

O grupo que é independente desde a sua origem, com integrantes do sertão de Pernambuco (Arcoverde) e do Morro da Conceição (Recife) se tornou uma das bandas mais ativas do cenário de shows da música brasileira. Isso aconteceu com a total entrega dos participantes e a verdade da mensagem emitida.

É com muita dificuldade que redijo essa informação, devido ao imenso amor que eu sinto pelo público e pelos meus companheiros/guerreiros do projeto.

Revelo, por respeito aos que me acompanham, a minha vital necessidade de trilhar novos caminhos.

Ajudei a desenvolver um dos espetáculos mais originais da cultura pop do país e é com esse sentimento de orgulho que sigo em frente.

Com a certeza de que o fogo da nossa poesia e da nossa música nunca se apagará e que nossa força é infinita.

Abraço forte,
José Paes de Lira, Lirinha.

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