O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) enviou à Justiça Federal, na quinta-feira (3), as alegações finais no processo penal que pede a condenação dos oito envolvidos na Operação Colossus.
Na peça, o MPF/RN confirma os pedidos feitos na denúncia e aponta para a necessidade de que os réus sejam condenados e presos. "As atribuições e condições dos integrantes estão bem delineadas, prova de que todos sabiam que para se chegar ao resultado financeiro
ilícito pretendido, era necessário que outros atos ilegais fossem praticados por diversas pessoas", destaca a procuradora da República Cibele Benevides Guedes da Fonseca, que assina as alegações finais.
Os envolvidos são acusados dos crimes de formação de quadrilha ou bando, furto mediante fraude, interceptação telemática, violação do sigilo bancário, estelionato e falsificação de documento particular.
As alegações finais são os últimos atos das partes (acusação e defesa) em um processo, antes da sentença do juiz.
Operação Colossus
A Operação Colossus foi realizada pela Polícia Federal no dia 21 de agosto, no Rio Grande do Norte e nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará. Ao todo, 22 pessoas foram presas.
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, a organização criminosa era especializada em utilizar a internet para furtar senhas de correntistas de bancos e falsificar cartões de crédito. Eles atuavam coordenadamente, com diferentes níveis de relacionamento e hierarquia,
subordinação, distribuição de tarefas e de lucros.
A fraude consistia na atividade de fazer com as vítimas instalassem nos computadores programas de monitoramento de teclados (Trojan). Quando acessavam as páginas de bancos, o programa registrava dados referentes a agência, conta, e senha dos usuários. Tais informações eram remetidas para um servidor ou caixa de e-mail da organização criminosa.
Os valores subtraídos das contas eram depositados em contas "hospedeiras". Para sacar os valores, um outro grupo era responsável pela instalação de equipamentos eletrônicos em estabelecimentos comerciais, os chamados "chupa-cabras", que servem para copiar as
informações específicas de cada titular.
Com a posse desses dados, os acusados passavam a confecção dos cartões falsos, que eram postados via Sedex e utilizados por integrantes da quadrilha em estabelecimentos comerciais.
Denunciados:
Patrick Allan Lobato Dias, Paulo Henrique da Cunha Vieira, Ryllen Thiago Silva de Oliveira, Rafael Góes Vieira Santos, Ruan Tales da Silva de Oliveira, James Dean de lima Assunção, Carlos Alberto Gomes dos Santos e Raul Bezerra de Arruda Júnior.
Fonte:MPF/RN.