A morte da menina Maisla Mariana dos Santos, de 11 anos, começou a ter um desfecho nesta quinta-feira (14) com a descoberta das outras partes do corpo e com a prisão do principal suspeito do crime, o vendedor ambulante Osvaldo Pereira Aguiar, de 54 anos. A estudante desapareceu na terça-feira (12), foi morta e esquartejada brutalmente, depois de sofrer mais de 30 facadas. O acusado, que responde a processos por atentado violento ao pudor no Amapá, negou participação na morte de Maisla.
Osvaldo Pereira foi preso por policiais do Núcleo de Inteligência da Polícia, no início da tarde desta quinta-feira, em uma casa de praia localizada na Redinha. A prisão aconteceu no momento em que seus advogados negociavam a apresentação. Sob forte esquema de segurança, o suspeito passou boa parte da tarde em diligências e, em seguida, foi conduzido ao Instituto Técnico-Científico de Polícia.
Lá, ele realizou dois exames. O primeiro de corpo delito, típico de quando uma pessoa é presa. O segundo, mais demorado, foi a coletagem de amostras de sangue. Esse material será fundamental para comprovar a autoria do crime contra a menina. O sangue será enviado a Salvador e o DNA deverá ser comparado com o material encontrado na vagina da criança.
Isso porque de acordo com o médico legista, Carlos Jatobá, responsável pelo exame necroscópico no corpo de Maisla, a menina foi mesmo violentada sexualmente, antes de ser assassinada brutalmente. O médico informou que além dos 31 golpes de facas desferidos contra o tórax dela, havia marca de perfuração na cabeça, mas, não foi possível precisar quantas.
A família de Maisla Mariana também esteve no Itep na tarde desta quinta-feira e por pouco não a mãe da menina não deu de cara com o principal suspeito do crime. Marisa Mariano entrou no Instituto no momento quando Osvaldo estava na sala ao lado. Ao saber da presença do possível assassino de sua filha, a mulher desabou em lágrimas.
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César Augusto
Durante dez minutos, ela ficou na frente do Instituto chorando e com gritos de dor desesperados. Os familiares e funcionários do Itep tiveram que socorrê-la. Inconsolada, Marisa não queria sair de frente do órgão esperando o possível encontro com Osvaldo. Contudo, a polícia convenceu os familiares a retirá-la do local.
Com isso, o corpo de Maisla deverá ser liberado para sepultamento no início da manhã desta sexta-feira (15). Além da brutalidade do abuso sexual e de ter matado a menina com pelo menos 31 golpes de faca, os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia constataram que o corpo foi divido em 11 pedaços.
De acordo com os legistas, o criminoso se utilizando de uma faca cortou a cabeça, os ombros e dividiu os braços em duas partes, na altura dos cotovelos. Já o tórax foi cortado na altura do umbigo, sendo divido em duas partes, das costelas para cima e até a metade do fêmur. Além disso, o homicida também dividiu as pernas em duas partes, cortando um pouco abaixo dos joelhos.
Depois disso, o criminoso separou as partes em três sacos e as espalhou em dois terrenos baldios próximos ao local onde a menina desapareceu, em Igapó. Com a prisão de um suspeito, a polícia trabalha agora para desvendar as circunstâncias do assassinato de Maisla. Passado condena
Apesar de ainda não haver nenhuma prova material que possa comprovar o envolvimento de Osvaldo Pereira na morte da estudante, o passado do vendedor ambulante já o condena. Nesta tarde, a delegada Adriana Shirley, que está a frente do caso, informou que o suspeito era procurado em vários estados do Brasil e já havia sido condenado por atentado violento ao pudor.
“Nós temos dois mandados de prisão contra ele, um de Roraima e outro de Rondônia. Então, por esses dois motivos ele deverá continuar preso. Além disso, sabemos que ele era foragido do presídio de Rondônia”, disse. O Nominuto.com apurou ainda que Osvaldo era procurado nos estados de Pernambuco, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Paraná.
Além disso, há informações de que ele foi condenado por atentado ao pudor em Amapá. Apesar de tudo isso, o advogado do vendedor ambulante, Araken Farias (Foto), informou que seu cliente alega inocência.
“Nós já tínhamos conversado com ele antes da prisão. Nesta tarde, estávamos negociando a apresentação dele com a Delegacia Geral, mas, a polícia chegou primeiro. Contudo, Osvaldo afirmou que é inocente, inclusive, há um álibi ao seu favor. Ele disse que estava trabalhando na hora do crime e que tem testemunhas”, destacou.
Agora, a polícia deverá interrogar Osvaldo Pereira e caso ele não confesse o assassinato de Maisla Mariana, a comparação de DNA será feita em Salvador (BA). O resultado demora em torno de 30 dias.