Mais 650 policiais militares serão convocados pelo governo do Estado. A medida, considerada emergencial, foi anunciada no fim da manhã desta segunda-feira (23), pelo vice-governador Iberê Ferreira de Souza. Os novos policiais serão chamados do grupo de suplentes aprovado no concurso de 2005.
O objetivo é diminuir o déficit de policiais e atender ao que estabelece a Lei Complementar 250/03, de que o Rio Grande do Norte deve ter 10.003 PMs. “Conversei com a governadora Wilma de Faria no fim de semana sobre segurança pública e chegamos a essa medida”, disse Iberê.
De acordo com o vice-governador, a medida é emergencial tendo em vista que termina nesta segunda-feira o prazo de validade para convocação dos aprovados no concurso público.
“Ela (governadora) me pediu pra fazer esse anúncio tendo em vista que esse pessoal vai passar por treinamento e serão efetivados em julho do próximo ano, quando estarei como governador do Estado”, destaca.

Iberê Ferreira informou que a convocação foi feita hoje e a publicação será feita nesta terça-feira (24), no Diário Oficial do Estado. “Eles devem comparecer ao Quartel do Comando da Polícia Militar já a partir de amanhã”, explica.
O vice-governador destacou, no entanto, que dos 650 novos convocados, o número de incorporados será de 542. “A lei estabelece que deve ser feita a convocação de 20% a mais, como garantia para casos de desistências”.
Dos convocados, 390 deverão ficar nos batalhões de Natal e Grande Natal, 80 no batalhão de Caicó, 139 em Pau dos Ferros e 41 em Nova Cruz.
Polícia CivilEm relação à paralisação da Polícia Civil, o vice-governador afirmou que na reunião realizada na semana passada ficou definido que a Secretaria de Justiça e Cidadania assumirá os presos das duas delegacias de Plantão e de mais 11 unidades.
“Isso deverá ser feito no prazo de dois meses que é o período em que se providenciam outros prédios para as delegacias”, destacou o vice-governador.
Os policiais civis e servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte realizam uma paralisação de 48 horas nesta segunda-feira (23) e terça-feira (24). O objetivo é pressionar o governo para que os presos sejam retirados das unidades policiais.
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