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Lambança: PMs rendem policiais de Maurílio Pinto durante operação na zona Norte

Subsecretário de Segurança classificou ação dos policiais militares como “irresponsável”. Os PMs renderam e deram voz de prisão à colegas da Polícia Civil.

Por Thyago Macedo
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“Irresponsável”. Foi assim que o subsecretário de Segurança Pública e Defesa Social, delegado Maurílio Pinto de Medeiros, classificou a ação de policiais militares que deram voz de prisão a agentes da Polícia Civil que faziam diligências na zona Norte de Natal, na noite desta quinta-feira (3).

“Eu tinha destacado uma equipe para investigar uns caras que tinham envolvimento com assaltos, furtos e roubo de carros. Quando foi ontem [quinta-feira], os policiais saíram em diligência para localizar os acusados Kieivison, “Cabeça” e Erivaldo “Surfista”. No entanto, durante o trabalho, eles tiveram uma surpresa”, disse Maurílio.

De acordo com o delegado, a ação dos agentes começou às 20h. Por volta das 23h, os policiais civis já tinham prendido três homens e foram até a casa do quarto, o “Surfista”. “Lá, eles encontraram muito material de roubo, como placas, objetos e peças de carros roubados”, informou.

Maurílio Pinto explicou que, no momento em que os agentes estavam na casa do acusado, uma guarnição da Polícia Militar chegou ao local e abordou os colegas da Polícia Civil. “Os PMs alegaram que receberam uma denúncia de que uma casa havia sido invadida e pessoas estavam como reféns. Com isso, nossos agentes apresentaram suas identificações e disseram que estavam trabalhando para mim”, frisou.

O subsecretário de Segurança afirmou que com a identificação, a guarnição foi embora. “Porém, minutos depois, seis guarnições chegaram ao local, cercaram a casa e mandaram os policiais civis se renderem e deitarem no chão. A partir daí, começou a confusão”.

Segundo Maurílio Pinto, um dos agentes ligou imediatamente para ele e contou da situação. O delegado então entrou em contato com o subcomandante do Policiamento da Capital, coronel Araújo Silva, e o questionou sobre a ação dos PMs.

“Coronel Araújo ligou para os policiais que estavam no local e perguntou o que estava acontecendo. Os PMs disseram que a primeira guarnição que tinha ido ao local consultou o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e perguntou se alguma equipe da Polícia Civil realizava operação na zona Norte. O Ciosp informou que não e, por isso, as seis viaturas voltaram lá”.

O delegado disse que mesmo com a informação fornecida pelo Ciosp, os policiais militares foram irresponsáveis. “Foi uma irresponsabilidade total. Esse caso vai ser apurado pela Corregedoria da Polícia”, informou.

Além disso, o Comando do Policiamento da Capital da Polícia Militar informou que abriu um procedimento investigatório nesta sexta-feira (5), para averiguar se houve excessos por partes do PMs.

Para o delegado Maurílio Pinto, a irresponsabilidade dos policiais militares não foi só em render os colegas. “Após a confusão na casa do assaltante, eu pedi que todos fossem para a Delegacia de Plantão da zona Norte. Depois que tudo foi resolvido, os agentes aqui da subsecretaria voltaram ao local e não encontram mais nenhum material de roubo”.

O subsecretário explicou que várias placas de carros com queixa de roubo e peças estavam na casa do Erivaldo “Surfista”. No entanto, quando foram para a Delegacia de Plantão, a Polícia Militar não deixou nenhuma viatura tomando conta da residência.

“Com isso, a casa ficou aberta e alguém entrou lá, levando tudo que incriminaria o assaltante. A única coisa que sobrou foi um carro roubado, que não conseguiram levar”, ressaltou Maurílio.
 
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