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Operação Lord: para delegado, "esse bando tem força e é de alta periculosidade"

Odilon Teodósio disse que quadrilha era organizada e é envolvida em grande esquema de crimes.

Por David Freire
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Fotos: David Freire
Delegado Odilon Teodósio comentou periculosidade do bando e destacou trabalho dos policiais.
Cinco revólveres calibre 38, uma espingarda calibre 12, uma pistola 9 milímetros, munições dos três calibres, jóias, dinheiro e celulares. Todo esse material foi apreendido durante a operação Lord, desencadeada na manhã desta quinta-feira (20), na comunidade Beira Rio, na zona Norte de Natal. Além dessa apreensão, houve 12 prisões na operação.

Após cem dias de investigação, o delegado Odilon Teodósio, titular da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc), disse que paulatinamente foram identificando as pessoas presas e seu envolvimento em um grande esquema com crimes de assalto, tráfico de drogas, pistolagem e, inclusive, seqüestro. “Esse bando tem força e é de alta periculosidade”, avisou o delegado.

Segundo a polícia, o bando era liderado por Alexsandro Freitas de Souza, 18, o “senhor”, considerado o chefe do tráfico na Beira Rio Desde o final do ano passado, ele é o responsável por arquitetar os crimes depois que seu pai, conhecido como Jailton Beira Rio, que é traficante e está preso em uma penitenciária de São Paulo.

A quadrilha era bem articulada. Prova disso, que foram apreendidos dois rádio transmissores usados para informar os integrantes do bando caso houvesse presença de policiais dentro da comunidade Beira Rio. 

 
Armamento foi apreendido pela polícia em casas da comunidade Beira Rio.
Inclusive, alguns integrantes da quadrilha tinham sua função bem definida. Manoel Francisco de Aguiar, 38, o “Manoel cabeludo”, era responsável por dar apoio logístico em um veículo – o chamado“cavalo” – Gol de cor vermelho; Jenifer Filgueira, 21, era a “mula”, e foi uma das pessoas que trouxe 101 quilos de maconha da Paraíba e Vandeilson Xavier de Araújo, 28, o “matuto” ou “Vavá”, era o responsável pelas cobranças às pessoas que compravam drogas e não pagavam pelo produto. Inclusive, a espingarda calibre 12 apreendida pertence ao acusado. “Ele ia cobrar. Se a pessoa não pagasse, morria”, resumiu o delegado Odilon Teodósio.

O papel dos demais envolvidos será explicado no “inquérito mãe”, como definiu o titular da Denarc, por associação ao tráfico. “Os outros crimes cometidos por eles serão desmembrados em outros inquéritos”, explicou. 

Delegado elogia policiais e afirma que nenhum tiro foi disparado 

A operação montada para desarticular a quadrilha levou cem dias entre planejamento, articulação e execução contando com a participação de 120 policiais militares sem contar o efetivo da Polícia Civil. O delegado Odilon Teodósio destacou o trabalho da equipe de agentes que esteve na operação a quem ele classificou como “abnegados”. “Essa turma aqui se dedicou mesmo no trabalho. Alguns, inclusive, sequer viram a família nos últimos dias”, afirmou.

Outro ponto citado pelo delegado diz respeito ao fato de “não ter sido disparado um tiro sequer nesta operação”. “O que houve foram apenas umas portas arrombadas por estarem com grades de ferro”, informou.

Ele ressaltou que o fato dos policiais terem a região mapeada facilitou um pouco o trabalho. "Alguns dos pontos foram identificados de forma mais fácil", comentou.
 
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