Uma casa de praia aparentemente normal na Redinha escondia crack e cocaína em todos os lugares. Na manhã desta quinta-feira (14), a Polícia Civil e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) estouraram a casa que estocava as drogas e apreenderam pasta e pedras de crack, sacos de cocaína em pó, uma arma e aparelhos eletrônicos.
O traficante, natural de Ceará-mirim, José Maria Soares, conhecido como Madrugada, Coroa ou Neguinho Garimpeiro, refinava a droga em uma granja em Extremoz perto da linha de trem.

“Na casa da Redinha, ele distribuía a droga e aqui em Extremoz ele refinava”, conta o titular da Delegacia de Narcóticos, Odilon Teodósio.
Na casa da Redinha, o traficante morava com a mulher e dois filhos, num ambiente familiar. No terreno por trás da casa, na dispensa e nos cômodos, a polícia encontrou pacotes de drogas, já embalados para a venda.

“Estamos investigando há quatro meses por causa da movimentação bancária dele, que é de R$ 100 mil por mês. Ele é experiente, já foi preso no Sudeste do Brasil e, agora, estava comandando uma rede de comercialização de drogas em Natal”, explica o delegado.
Segundo informações da polícia, o traficante recebia as encomendas e refinava a droga durante a madrugada. “Ele vendia mais de 1kg de droga por dia”, garante o delegado.

Na granja de Extremoz, onde funcionava o laboratório, foram encontrados somente o material de refino, balanças de medição, prensa e líquidos para mistura da droga enterrados na areia do terreno.
“A pasta-base para montagem da droga aqui vinha do Mato Grosso e era dividida em Extremoz para distribuição”, desvenda Odilon Teodósio.

A operação já prendeu nove pessoas e tem mais 12 mandatos de busca e apreensão.