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Polícia prende acusados de clonar cartões e apreende material em Candelária

A dupla clonava os cartões em um local que funcionava como chaveiro. Lá, a Polícia encontrou diversos cartões clonados, computadores, impressoras e máquinas "chupa-cabras".

Por Thyago Macedo
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Thyago Macedo
Magnos confessou que clonava cartões.
Uma equipe de agentes da Subsecretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Subsesed) prendeu nesta segunda-feira (12) uma dupla acusada de estelionato. Magnos Alfredo da Silva, 28, e Marcos Dantas da Silva, 27, foram presos em flagrante, depois que os policiais descobriram um esquema de clonagem de cartões.

A dupla tinha uma sede que funcionava no chaveiro O Garrafão, em Candelária. No local, a Polícia encontrou diversos cartões clonados, computadores, impressoras e máquinas "chupa-cabras". Segundo informações dos agentes, a máquina utilizada para confeccionar os cartões era a mais moderna do mercado, custando R$ 15 mil.

Além disso, a Polícia apreendeu 19 talões de cheques e boletos de cartões. O esquema, comandado por Magnos Alfredo, funciona há cerca de dois meses, segundo o próprio acusado. Porém, a Polícia acredita que ele já vinha aplicando este golpe há mais tempo. Entre o material apreendido foi encontrado ainda um DVD, ensinando como clonar cartões.

Na Subsesed, o acusado conversou com a reportagem do Nominuto.com. Ele disse que recebeu o equipamento de um homem de Belém, no entanto, não revelou quem seria essa terceira pessoa. “Eu recebi o material porque achei que nunca ia dar problema”, justificou.

Magnos também acusou um frentista de um posto da Avenida Engenheiro Roberto Freire de fazer parte do esquema. Ele disse que deu a máquina "chupa-cabra" ao frentista para que ele clonasse as informações dos clientes. No negócio, o funcionário do posto ganhava em torno de R$ 2 mil para cada 40 cartões copiados.

A Polícia acredita que em vários postos, principalmente os de Ponta Negra, haja outras pessoas envolvidas na clonagem de cartões. Magnos será autuado por estelionato e falsificações de documentos. Na Subsecretaria, ele tentou livrar o comparsa, dizendo que ele apenas trabalhava como chaveiro.

No entanto, de acordo com a Polícia, Marcos Dantas era uma espécie de auxiliar técnico no serviço de clonagem. Os dois encontram-se presos na Subsesed. No chaveiro de Magnos, os agentes encontraram ainda duas armas antigas, de colecionadores.
 
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