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Potiguar é um dos 12 com prisão decretada por greve ilegal na BA

Jeoás dos Santos teve sua prisão decretada por formação de quadrilha; ele se diz surpreso e que foi à Bahia negociar solução para fim da greve da PM.

Por Dinarte Assunção
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Túlio Duarte
Cabo Jeoás dos Santos pretende volta à Bahia para retomar negociações.
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O cabo e vice-presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra), Jeoás Nascimento dos Santos, é um dos 12 apontados como líderes da greve ilegal da Polícia Militar da Bahia e teve sua prisão decretada.

A greve dura há sete dias. Os manifestantes cruzaram os braços e ocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia. Sem policiamento, a capital já registrou 93 homicídios nesse período. Segundo a Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia), 100% do efetivo parou.

Ontem, Alvin dos Santos Silva, um dos doze policiais que teve prisão decretada, foi preso por roubo e formação de quadrilha, crime, aliás, pelo qual os onze demais, incluindo Jeoás, responderão. Ele recebeu a notícia com surpresa.

“Foi com surpresa que recebi a notícia. Voltei da Bahia no sábado (4) e hoje me deparei com essa informação”, disse ele, que acionou a assessoria jurídica da associação e pretende voltar a Salvador na quarta-feira (8) para retomar as negociações com o governo baiano.

Jeoás, que preside no RN a Associação dos Cabos e Soldados, foi convocado pela Anaspra, junto a comitiva designada pela associação, para intermediar os conflitos na BA. Ele ficou acampado todos os dias na Assembleia Legislativa da Bahia, ocupada por manifestantes desde o dia 31 de janeiro.

Segundo ele, enquanto permaneceu em solo baiano, não houve conflitos entre os grevistas e a Força Nacional. Jeoás se disse decepcionado com a “truculência” do governador Jacques Wagner, que já rechaçou anistia aos grevistas.

A paralisação foi iniciada como forma de pressionar o governo a atender o pleito dos policiais. Entre as reivindicações dos grevistas estão um reajuste de 17%, passando por incorporações de gratificação ao soldo (remuneração), regulamentação do pagamento de auxílio acidente, periculosidade e insalubridade. Atualmente, um soldado recebe R$ 2.300.
 

 
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