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RN é rota do tráfico de drogas e não Estado produtor

Delegado Odilon Teodósio afirmou em entrevista que aqui não se planta maconha, mas Estado é rota dos principais traficantes.

Por Marília Rocha
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Fotos: Gabriela Duarte
“O Rio Grande do Norte é mais rota do que destino final de drogas, principalmente a cocaína pura e pasta base"
O combate ao tráfico de drogas no Rio Grande do Norte foi tema da entrevista com o titular da Delegacia de Narcóticos, Odilon Teodósio ao Jornal 96, da 96FM, na manhã desta terça-feira (23). O Delegado apresentou um quadro de apreensões que colocam o Estado como segundo lugar nas apreensões de drogas do Nordeste.

Para ele, o quadro está relacionado diretamente com a eficiência na repressão ao crime. “Os números das apreensões feitas nas operações em Natal, na Redinha e no Aeroporto Augusto Severo colocam o Estado em destaque no Nordeste”, explica.

Além disso, Odilon afirma que o Rio Grande do Norte não produz droga. “O nosso trabalho é direcionado ao combate interno as drogas, que não são produzidas aqui, mas que vem de São Paulo, do Paraguai, Peru, Bolívia, Peru e outros países que fazem fronteira com o Brasil”, descreve.



Perguntado os motivos do crescimento no índice de comercialização e consumo de drogas, Odilon Teodósio acredita que a demanda no consumo de drogas e a confiança na entrega de drogas a pequenos traficantes, os varejistas tem aumentado os índices.

“O Rio Grande do Norte é mais rota do que destino final de drogas, principalmente a cocaína pura e pasta base. Aqui se faz a distribuição facilitada pelo fluxo de turistas que apreciam o produto. Mas o trabalho da Denarc é bem feito por termos metade do território voltado para o oceano atlântico”, lembra.

O titular da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc)comentou ainda o perfil dos traficantes, que são primários, com idade de 18 a 24 anos. “Eles recebem a droga para vender e depois pagam, e quando não conseguem pagar tudo, são executados”, comenta.



“Os homicídios fazem parte da rede de drogas quando os grandes traficantes confiam o produto aos pequenos viciados e quando eles não pagam, acontece o acerto de contas que geralmente termina em morte”, justifica o delegado.

A concorrência por pontos de vendas e a receptação de drogas também favorece o aumento no índice de homicídios. “As mortes na periferia são feitas por quadrilha e geralmente por falta de pagamento de drogas, cada uma com uma demanda específica”, aponta o delegado.

O problema dos viciados em droga também foi abordado durante a entrevista. “A nossa visão é que o tráfico de drogas é um problema de saúde publica, de educação e em último caso, da Polícia. Só existe traficante se existir usuário”, aponta.

A Denarc possui uma central telefônica para denuncias que funciona no número 3232-1553 ou 3232-1554.
 
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