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Amarn rechaça envolvimento de desembargadores no caso dos precatórios

Associação de Magistrados chamou de sem fundamento acusação de que há desembargadores envolvidos nos desvios no âmbito do TJ.

Por Dinarte Assunção
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Após a especulação de que desembargadores estariam envolvidos nos desvios descobertos na Divisão de Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça, a Associação de Magistrados do Rio Grande do Norte - Amarn - emitiu nota para refutar tal possibilidade.

No texto, a Amarn lembra que a iniciativa de investigação partiu da própria presidente do TJ, a desembargadora Judite Nunes e que é "absolutamente sem fundamento a acusação, feita pelo advogado Júnior Gurgel a veículo de imprensa, de que onze desembargadores supostamente seriam desonestos, pelo simples fato de terem proferido decisões em processos em que havia procurações desatualizadas constando o nome de servidor com inscrição suspensa na OAB."

Confira a íntegra do texto:

A Associação de Magistrados do Rio Grande do Norte - AMARN -  que representa 270 Juízes de Direito e Desembargadores, vem a público se manifestar sobre as notícias divulgadas recentemente na imprensa sobre irregularidades no setor de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte-TJ/RN e demais temas a elas vinculadas:

1 - A Presidente do TJ/RN, Desembargadora Judite Nunes, por iniciativa própria, sem reclamação ou denúncia de quem quer que fosse, decidiu instaurar procedimento para investigar indícios de irregularidades no Setor de Precatórios. A Comissão de investigação responsável também solicitou apoio do Tribunal de Contas e do Ministério Público, que estão acompanhando a investigação. As medidas evidenciam a disposição do TJ/RN para punir qualquer pessoa que seja culpada  e também para tomar todas as providências legais cabíveis quanto ao assunto.

2 - A Comissão constituída para investigar a matéria é composta de magistrados do mais alto nível intelectual e moral, Des. Caio Alencar e Juiz Luiz Alberto Dantas, que colaborarão com o Ministério Público e Tribunal de Contas para apurar os fatos.

3 - A acusação genérica de tráfico de influência contra todos os Desembargadores que atuaram em processo cuja procuração estivesse desatualizada e constasse nome de servidor impedido de advogar, em especial quando tal servidor demonstrou, através de certidão da OAB, que havia solicitado e teve sua inscrição suspensa é, no mínimo irresponsável, já que sequer é função de qualquer magistrado, averiguar e fazer conferência dos nomes constantes das procurações juntadas aos processos e da regularidade de suas inscrições no órgão de classe.

4 - É, portanto, absolutamente sem fundamento a acusação, feita pelo advogado Júnior Gurgel a veículo de imprensa, de que onze desembargadores supostamente seriam desonestos, pelo simples fato de terem proferido decisões em processos em que havia procurações desatualizadas constando o nome de servidor com inscrição suspensa na OAB.  A AMARN repudia acusações absurdas, levianas, sem lógica e sem provas como as que foram lançadas contra esses magistrados, as quais enlameiam irresponsavelmente suas reputações.

5 - A Associação também refuta os ataques contra os Presidentes, atual e passados, do Tribunal de Justiça, sob a alegação de que teria sido quebrada a ordem de pagamento dos precatórios, lançando-se injustamente dúvidas sobre a honra de tais magistrados, em especial do Desembargador Amauri Moura. Não houve violação da ordem de pagamento dos precatórios, o que se evidencia pelo simples fato de não ter havido qualquer reclamação dos interessados, --- por tal motivo, não é este o centro das investigações do TJ. Além disso, no processo referido nas acusações do advogado Júnior Gurgel, foi o próprio Desembargador Amauri Moura quem levantou a discussão jurídica acerca de quem seria o responsável pelo  pagamento (se o Poder Legislativo, ou Executivo de Natal), o que reforça a certeza de correção do seu procedimento profissional.  Apesar desses fatos, a AMARN apóia toda e qualquer investigação que seja feita com relação a denúncias apresentadas, com certeza de que será procedida pela Presidência do Tribunal, respeitando-se evidentemente a prioridade da apuração que já está em andamento. A AMARN manifesta sua plena convicção da falta de fundamento das acusações dirigidas contra os magistrados, porque elas vieram desprovidas até de elementos mínimos que lhes dessem amparo.

6 - A AMARN externa sua plena confiança na Presidente do Tribunal de Justiça, Des. Judite Nunes para promover o processo de apuração de todos os fatos com a honradez, coragem e serenidade que a caracterizam.

Juiz Azevêdo Hamilton
Presidente da AMARN

 

 
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