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Ex-prefeito acha desnecessário depor na CEI dos medicamentos

Carlos Eduardo afirmou que tudo já foi esclarecido e não vê a necessidade de ir à Câmara, após as explicações dos depoentes.

Por Andréia Freitas
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Júlio Pinheiro
Carlos Eduardo não irá à CEI de forma espontânea.
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O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT) declarou ao Nominuto.com nesta quarta-feira (17) que não vê "a menor necessidade de prestar qualquer esclarecimento" à Comissão Especial de Inquérito que investiga as irregularidades no armazenamento, compra e distribuição de medicamentos da secretaria municipal de Saúde. Ele também descartou qualquer possibilidade de ir de forma espontânea a Câmara para falar sobre o assunto.

“Isso é um falso escândalo. Tudo já foi devidamente esclarecido pelos ex-secretários Aparecida França e Edmilson Albuquerque, além dos outros servidores e funcionários que prestaram esclarecimentos na CEI. Não há a menor necessidade da minha presença lá”, disse o ex-prefeito.

Questionado se comparecerá à Câmara, caso seja convocado pelos membros da CEI, Carlos Eduardo disse que está tranqüilo sobre qualquer questionamento, mas ainda não decidiu ou avaliou se irá ou não. “Vamos ver o que vem de lá, ainda não sei se irei ou não”, respondeu.

Carlos Eduardo afirmou que acompanhou todos os depoimentos e, na opinião do ex-gestor, tudo o que precisava ser esclarecido já está muito claro. “Não houve corrupção, não houve desperdício, o que havia era uma falta de infra-estrutura. Porém, mesmo assim, na gestão de Aparecida França e em seguida de Edmilson Albuquerque, já estavam sendo tomadas as devidas providências", disse o ex-prefeito.

Entre as medidas que a SMS teria tomado, estaria uma nova instalação elétrica, a compra de um software e a instalação do ar condicionado. "O único problema foi o forro de PVC que a empresa contratada não fez, e a segunda empresa se recusou a concluir por causa do preço estabelecido. Mas tudo isso poderia ter sido já solucionado”, explicou Carlos Eduardo.

Ainda sobre o descarte de medicamentos, o ex-prefeito reafirmou que os remédios vencidos não foram retirados pela Urbana, mas que qualquer administração teria feito em janeiro e fevereiro deste ano. “O que fizeram foi uma montagem. Colocaram caixas no chão, animais, venderam isso como um escândalo”, disparou Carlos Eduardo.

A decisão sobre a convocação ou não do ex-prefeito deverá ser tomada ainda nesta quarta-feira (17), quando os cinco vereadores que compõem a CEI estarão reunidos para tratar do assunto.
 
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