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Hugo Manso: “Deveremos marchar com a candidatura de Iberê”

Hugo lembrou que nova executiva do PT aprovou resolução de "aliança preferencial com o PSB", mas manterá diálogo com Carlos Eduardo.

Por Alisson Almeida
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O ex-vereador e delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Hugo Manso, afirmou que o caminho natural do PT do Rio Grande do Norte é coligar-se com o PSB e apoiar a candidatura do vice-governador Iberê Ferreira de Souza. A análise de Hugo se deve à confirmação pela nova executiva da legenda, empossada no último sábado (6), da resolução interna que estabelece “aliança preferencial com o PSB”.

“Aprovamos aquela resolução de aliança preferencial com o PSB, esse é o caminho natural. Deveremos marchar com candidatura de Iberê”, declarou, em entrevista ao Jornal 96 (96 FM) desta terça-feira (9).

Hugo ponderou que, apesar da tendência a favor da candidatura de Iberê, o partido vai continuar dialogando com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), pré-candidato ao Governo do Estado. Mas o petista deixou escapar que a probabilidade de apoio ao pedetista – pelo menos no primeiro turno – é improvável. “Vamos continuar dialogando [com Carlos Eduardo] e, quem sabe, poderemos nos encontrar mais adiante [num eventual segundo turno]”.

30 anos do PT
O PT comemora 30 anos de fundação amanhã (10). O plano de criar um partido dos trabalhadores começou a ganhar força com o movimento grevista dos metalúrgicos do ABC paulista, liderado pelo então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia ganhou a adesão das Comunidades Eclesiais de Base – ligadas à Teologia da Libertação da Igreja Católica – e dos intelectuais de esquerda.

Essa articulação de forças heterogêneas culminou com a fundação oficial do PT, em plena ditadura militar, em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion em São Paulo (SP). Três décadas depois, o partido cresceu, mudou de perfil e conquistou a Presidência da República, cargo ocupado há sete anos pelo maior ícone da legenda, o presidente Lula.

Para Hugo Manso, a data deve servir de motivo de “reflexão” para os petistas. “Mesmo nossos mais ferrenhos adversários reconhecem a contribuição do PT para a democracia brasileira”, ponderou, acrescentando que as mudanças no ideário do partido se deram em virtude das próprias mudanças da sociedade brasileira e das transformações mundiais.

O principal desafio do partido, agora, é fazer o sucessor do presidente Lula. O nome escolhido é o da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que deverá ser oficialmente ungida como pré-candidata no 4º Conresso Nacional da legenda, previsto para ocorrer entre os próximos dias 18 e 20, em Brasília.




Confira abaixo a entrevista completa conedida ao Jornal 96 desta terça-feira (9)

 
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