José Agripino defende que Sarney se licencie do cargo

Ele postou no Twitter que estava “ouvindo a opinião do povo” do interior e que encontrou “muita indignação com a situação de Sarney perante o Senado”.

Luana Ferreira,
Agência Senado
José Agripino poderá defender afastamento ainda hoje no plenário.
O líder do DEM no Senado, José Agripino, já definiu sua posição quanto à permanência de José Sarney (PMDB) na presidência da Casa: vai pedir que ele se licencie.

"Vou defender que Sarney se licencie da presidência enquanto as investigações se processam para garantir a isenção dos trabalhos", disse, de Brasília, ao Nominuto.com.

Ele se reúne hoje (30) com a bancada do DEM para debater o assunto. De acordo com o resultado, José Agripino vai defender a renúncia em discurso no plenário do Senado ainda à tarde.

Agripino estava sendo pressionado por não ter definido ainda sua posição, mas já dava sinais de abandono a Sarney. No domingo (29), ele disse que não tinha compromisso "inarredável" com o presidente por tê-lo apoiado durante as eleições do início do ano.

 Ele também afirmou que Sarney precisava explicar o envolvimento do neto na operação do crédito consignado entre bancos e o Senado.

Nesse fim de semana, o democrata postou no Twitter que estava "ouvindo a opinião do povo" do interior do Rio Grande do Norte e que encontrou "muita indignação com a situação de Sarney perante o Senado".

"As pessoas não vão dar outra oportunidade para o Senado se recuperar. Não. Podemos errar nem por falta nem por excesso", concluiu.

Antes dele, os senadores Pedro Simon (PMDB), Cristovam Buarque (PDT), Arthur Virgílio (PSDB) e Eduardo Suplicy (PT) também defenderam o afastamento. Hoje, o PSOL entrará com pedido de sindicância para investigar o presidente.

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