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Justiça inocenta Lahyrinho e investigará tentativa de incriminá-lo

Vereador era acusado de utilizar polícia de trânsito para conquistar votos para Larissa Rosado em 2008; juiz eleitoral disse que não há provas.

Por Júlio Pinheiro
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A Justiça Eleitoral publicou nesta segunda-feira (22) decisão absolvendo o vereador Lahyrinho Rosado (PSB) de suposta prática de captação ilícita de sufrágios (compra de votos). O vereador foi acusado de utilizar, através de influência política, a Polícia Rodoviária Estadual em Mossoró para beneficiar sua candidatura à reeleição e a da irmã, Larissa Rosado, à Prefeitura. O Ministério Público está apurando se houve tentativa de fraude por parte da coligação de Fafá Rosado, vencedora da eleição.

O assunto, que ganhou mídia durante o período eleitoral de 2008, tratava da suposta liberação “graciosa” de veículos apreendidos pelo segundo batalhão em troca de votos para Larissa Rosado e para o próprio Lahyrinho. Como provas, a coligação de Fafá Rosado apresentou gravações em que supostamente estariam trechos de negociações entre eleitores e o comandante do segundo batalhão, capitão Gomes (que ficou conhecido pejorativamente como "capitão 40", em alusão ao número do PSB). No entanto, os trechos não foram reconhecidos como provas.

De acordo com o juiz Pedro Caldas, da 34ª Zona Eleitoral, a perícia realizada foi inconclusiva para definir se a voz era ou não do capitão Gomes e, portanto, não havia prova do delito. “O laudos informaram que a voz não era dele. Com relação ao parecer do assistente técnico, ele disse que a conclusão não seria absoluta, nem que a voz seria ou não seria do capitão Gomes”, explicou o juiz à reportagem do Nominuto.com

Ainda segundo o juiz eleitoral, as próprias testemunhas indicadas pela coligação que acusava o suposto esquema de captação ilícita de votos não reconheceram o diálogo na perícia. O mais impressionante, é que além de não reconhecerem as vozes, as testemunhas arroladas não comprovaram que os seus veículos foram apreendidos ou liberados pela polícia.

“Nos autos, não há documentos informando quais seriam os veículos que foram apreendidos, nem se realmente foram apreendidos e liberados de forma graciosa”, explicou o juiz, que prefere não se manifestar sobre a possibilidade de tentativa de fraude por parte da coligação de Fafá Rosado.

O Ministério Público, no entanto, já investiga se houve a tentativa de produzir provas fraudulentas contra Lahyrinho Rosado e pretende chegar às gravações originais, para saber se houve algum tipo de edição por parte dos denunciantes.

Como a decisão foi em primeira instância, ainda há a possibilidade de recurso ao TRE.
 
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