O presidente da Associação dos Magistrados do RN - Amarn - Azevedo Hamilton reafirmou em entrevista ao Jornal 96 que não há envolvimento de juízes ou desembargadores nos desvios identificados no Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça.
Segundo ele, é infundada a denúncia do advogado Júnior Gurgel, que garantiu a participação de 11 desembargadores no esquema fraudulento. Hamilton também afastou a possibilidade de quebra na ordem dos pagamentos dos precatórios.
"Esse advogado veio a público fazer acusações infundadas", disparou Azevedo contra Gurgel.
De acordo com Hamilton, o que ocorreu foi apreciação de procurações desatualizadas pelos desembargadores em questão. Isso teria motivado do advogado a ir a público confundir tal ato com corrupção. Todos os desembargadores moverão ação contra Júnior Gurgel.
Azevedo ressaltou ainda que partiu do próprio Tribunal de Justiça investigar o caso, o que reforça a tese de que o Judiciário é o maior interessado em desvendar o caso.
CNJ A polêmica envolvendo atribuições de poderes entre o CNJ e as corregedorias estaduais de Justiça também foi objeto de comentário do presidente da Amarn.
Ele defendeu que a corregedorias estaduais avaliem os juízes, ao passo que o Conselho Nacional de Justiça tenha prerrogativas para investigar os desembargadores.
Delma Lopes/Nominuto.com
"Não defendemos esvaziamento de poderes do CNJ, mas sim uma reestruturação do sistema".
Hamilton advertiu, entretanto, que órgão de investigação como o CNJ é, antes de tudo, bem-vindo ao meio jurídico.
"Não defendemos esvaziamento de poderes do CNJ, mas sim uma reestruturação do sistema. O CNJ não pode abraçar o mundo com as pernas", comentou.