Quem provoca baderna é quem se reelegeu em cima de mentiras, diz Soraya Godeiro

Coordenadora Geral do Sinsenat rebate críticas do prefeito e cobra transparência nas finanças municipais.

Flávio Oliveira,
Facebook/Sinsenat
A coordenadora do Sinsenat, Soraya Godeiro, rebateu acusações do prefeito e disse que ocupação permanece até pleitos serem atendidos.

As publicações do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, criticando a ocupação da Secretaria Municipal de Administração (Semad) e chamando os dirigentes sindicais de “baderneiros desqualificados” inflamaram ainda mais o impasse entre os servidores grevistas e a Prefeitura.

A coordenadora geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat), Soraya Godeiro, rebateu as acusações. “Quem está provocando baderna na cidade é quem se reelegeu em cima de mentiras, dando calotes nos servidores e população. Quando foi na campanha ele disse que a crise em Natal estava controlada, escondeu a real situação financeira dos servidores e da cidade. Então ele foi eleito em cima de um calote camuflado das finanças públicas de Natal”, criticou.

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“Quem está provocando baderna sem dar assistência à população e aos servidores é o prefeito Carlos Eduardo. O calote maior é a falta de transparência. A secretária de Administração [Jandira Borges] na reunião da folha passada disse que a folha custa R 52 milhões. Desses 52, R$ 13 milhões ele paga o funcionalismo. Isso quer dizer que R$ 39 milhões são gastos com apenas 30% dos servidores. A grande massa está sendo prejudicada com o atraso nos pagamentos”, acusou Soraya.

De acordo com a sindicalista, Carlos Eduardo está descumprindo a lei e tenta imputar responsabilidade aos servidores. “Ao invés de tentar criminalizar, desqualificar o nosso movimento, ele deveria sair do pedestal de arrogância e negociar com os trabalhadores. Porque quem está descumprindo a lei é o prefeito. A lei orgânica manda pagar no final de cada mês e ele nao esta pagando”, reclamou Godeiro.

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A coordenadora disse ainda que a ocupação da secretaria e o movimento grevista permanece por tempo indeterminado. “A gente só sai dessa ocupação e da greve quando ele regularizar o pagamento, instalar a mesa de negociação e disponibilizar a transparência da folha”.

Tags: Carlos Eduardo Alves Greve Natal Prefeitura do Natal Semad
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