J. Freitas / Agência Senado
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O senador José Sarney (PMDB) passou boa parte dos 15 minutos a que teve direito na tribuna do Plenário hoje (02) rebatendo as críticas de que representaria uma volta ao passado, caso chegasse à presidência do Senado.
Discursando de improviso, o ex-presidente da República elencou alguns de seus feitos que teria contribuído para a modernização da Casa, e disse que, como intelectual, estudava sempre, e aprendia todos os dias.
Ele lembrou que pisou na Câmara Federal pela primeira na vez há 50 anos, como deputado suplente, também no dia 02 de fevereiro. É senador há 32 anos.
“Todos sabem que eu não queria esta disputa, eu fui convocado. Colegas de quase todos os partidos me solicitaram que assim o fizesse. Se eu aceitei, é porque vejo que posso ajudar em alguma coisa”, declarou.
Se autodefinindo como “modesto” e “humilde”, lembrou que nunca havia sido envolvido em algum dos escândalos da Casa e que a única coisa que não havia conseguido seria inimigos.
Sobre suas propostas para o mandato, que dura até fevereiro de 2011, Sarney garantiu que criaria uma Comissão permanente para acompanhamento da crise internacional, cortaria 10% do orçamento do Senado, lutaria pelas reformas política e tributária e que “resolveria de uma vez por todas” a questão das Medidas Provisórias. Neste momento, foi aplaudido.
Sarney anunciou sua candidatura à presidência semana passada, após uma conversa a portas fechadas com o presidente Lula. Sua atitude colocou por terra os planos de reeleição do atual presidente Garibaldi Alves, que já estava em campanha.
Ele concorre com o senador Tião Viana (PT), na eleição que tem sido considerada a mais disputada da Casa. Uma levantamento informal deu ao ex-presidente da República 45 votos, e ao senador petista, 43 votos. Como são 81 senadores, alguns destes votos estão em duplicidade.
Neste momento, os senadores votam utilizando cédulas. O voto é secreto.
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