Época traz entrevista exclusiva com o empresário Joesley Batista

Um dos donos do grupo J&F concedeu sua primeira entrevista desde que fechou a mais pesada delação dos três anos de Lava Jato.

Da redação,

Época

EPOCA-200“Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”

Na manhã da quinta-feira (15), o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, recebeu ÉPOCA para conceder sua primeira entrevista exclusiva desde que fechou a mais pesada delação dos três anos de Lava Jato. Em mais de quatro horas de conversa, precedidas de semanas de intensa negociação, Joesley explicou minuciosamente, sempre fazendo referência aos documentos entregues à Procuradoria-Geral da República, como se tornou o maior comprador de políticos do Brasil.

Discorreu sobre os motivos que o levaram a gravar o presidente Michel Temer e a se oferecer à PGR para flagrar crimes em andamento contra a Lava Jato. Atacou o presidente, a quem acusa, com casos e detalhes inéditos, de liderar “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” – e de usar a máquina do governo para retaliá-lo. Contou como o PT de Lula “institucionalizou” a corrupção no Brasil e de que modo o PSDB de Aécio Neves entrou em leilões para comprar partidos nas eleições de 2014.


Istoé

ISTOE-200Exclusivo
As pressões indevidas de um procurador chamado Janot

As mais recentes ações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, muitas das quais controversas, revelaram que ele vinha trafegando numa linha tênue e perigosa que separava a boa e necessária liturgia jurídica de seus interesses pessoais e políticos. O que ISTOÉ traz agora em suas páginas indica que Janot pode ter ultrapassado e muito essa fronteira. Trata-se de duas ligações telefônicas, ainda sob sigilo judicial, interceptadas pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato, obtidas com exclusividade pela reportagem de ISTOÉ.

Na gravação, com pouco mais de 13 minutos de duração, a procuradora da República Caroline Maciel, chefe da PGR no Rio Grande do Norte, mantém uma conversa estarrecedora com o colega Ângelo Goulart. No diálogo, Caroline o alerta sobre os perigos de um eventual apoio dele a Raquel Dodge, candidata à sucessão do procurador-geral da República e tida como “inimiga” de Janot. De acordo com Caroline, “a tática de Janot é apavorar quem está do lado de Raquel”.

Entrevista
Fernando Henrique Cardoso
“PSDB está no limite da responsabilidade”

Comemorando 86 anos neste domingo 18, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2003), considerado o “príncipe” dos sociólogos, classifica a decisão do PSDB de continuar apoiando o governo de Michel Temer como acertada e diz que a medida foi tomada “no limite da responsabilidade”. Ou seja, sem os tucanos, o peemedebista poderia ter seu governo inviabilizado e as reformas ameaçadas.

Em entrevista à ISTOÉ na tarde da última quinta-feira 15, em seu apartamento no sofisticado bairro de Higienópolis, FH, como gosta de ser chamado, afirma que se Temer for denunciado pelo procurador-geral da República e o Congresso aprovar a abertura da ação, o governo perde a legitimidade e, ai sim, o PSDB desembarca do governo. “Não só o PSDB, mas a sociedade vai exigir mudanças”.


Veja

VEJA-200Todos no mesmo barco

A revista destaca que as denúncias de corrupção conseguiram o que parecia improvável: unir oposição e governo ao pôr Temer, Lula e Aécio numa mesma canoa furada contra a Lava-Jato.

A Operação Lava-Jato descobriu que a Petrobras era hospedeira de um grande esquema de corrupção montado no governo do ex-presidente Lula. O dinheiro roubado financiou campanhas eleitorais, abasteceu contas secretas no exterior e bancou pequenos e grandes luxos de mais de uma centena de políticos. O avanço das investigações mostrou que a simbiose entre política e corrupção não se limitava à estatal, envolvia outros grandes grupos empresariais e atraiu praticamente todos os partidos. As entranhas do poder enlameado estão sendo espetacularmente expostas — numa sucessão de assustadoras novidades. Com seus líderes na mira, PMDB, PT e PSDB selaram um pacto surdo de sobrevivência.

Exclusivo: A recuperação do Padre Marcelo

VEJA acompanhou com exclusividade o dia a dia do sacerdote mais popular do país e chega às bancas com uma entrevista exclusiva do Padre Marcelo. Depois de uma temporada severa mergulhado na depressão e na anorexia, Marcelo Rossi reinventou sua própria vida.

O sacerdote agora dorme pouco – quatro horas por noite, mais um cochilo depois do almoço. Metade do tempo de sono de tempos atrás. Tornou-se profundamente seletivo para comer. Carboidratos? “Quase zero”, diz ele. Pizza? “Só com massa de berinjela”. Zero sal adicionado às refeições. Os queijos foram abolidos: “Têm gordura demais”. Idem para carnes vermelhas. “Elas levam três dias para serem digeridas”. Ele adora carne, no entanto. Quando sente muita falta, usa temperos sabor picanha na comida.


Carta Capital

CARTA-200Eles riem do Brasil

Matéria de capa da revista traz uma reportagem sobre as atuações de Gilmar Mendes, Aécio Neves e Michel Temer. 

Soberania ameaçada

Publicação fala dos nebulosos exercícios militares ao lado dos EUA e a adesão apressada à OCDE, o clube dos países ricos, apequenam o Brasil no cenário global. 

A dama da ferrugem

Theresa May conseguiu se tornar uma nova thatcher e fez Corbyn um herói da esquerda. 

Barbárie

O discurso de ódio e atos de vingança social prosperam em meio às ruínas das instituições que devem preservar a dignidade humana.  

Tags: Revistas
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