Fake News em ano de eleições

Veja e Época falam sobre fenômeno de notícias falsas no Brasil e no exterior.

Da redação,

VEJA1Veja

Fake News

O golpe das notícias falsas

A matéria de capa da Veja desta semana traz em evidência o fenômeno das Fake News. Publicação mostra que no ano de uma eleição presidencial imprevisível, 83% dos brasileiros já se preocupam com a enxurrada de notícias falsas que circulam na internet. O percentual é resultado de uma pesquisa exclusiva feita a pedido da VEJA pela consultoria Ideia Big Data, com 2 004 pessoas ouvidas por telefone entre 9 e 10 de janeiro. 

Lula Temer e Moro são as maiores vítimas das invencionices

Levantamento mostrou que as fake news são disseminadas por pessoas interessadas em colher dividendos políticos ou pecuniários. VEJA examinou o conteúdo de doze sites conhecidos por difundir inverdades. Depois de analisar 534 notícias comprovadamente falsas divulgadas por esses sites, foi possível constatar quem são os alvos prediletos das mentiras são. 

Bolsonaro é o alvo preferencial das mentiras positivas, que engrandecem sua biografia

Texto mostra que Bolsonaro talvez seja um raro exemplo de político que pode se beneficiar da avalanche de fake news. No levantamento de VEJA, ele aparece em sétimo lugar na lista dos mais citados em notícias falsas, mas fica em primeiro quando se computa o conteúdo positivo das mentiras. Cerca de 70% das notícias falsas a seu respeito servem para engrandecer sua biografia.


EPOCA1Época

Bombas sujas

Trump e a guerra dos demagogos contra a imprensa

A Época também aborda a questão da fake News, mas como personagem o presidente dos Estados Unidos, Ronald Trump. Entre alguns pontos, a publicação fala que antes mesmo de se eleger presidente, Donald Trump elegeu para si e seus seguidores um inimigo. A imprensa e, fatalmente, a verdade. Menos de um mês depois de assumir a Casa Branca, Trump aninhou-se em sua ágora digital para trombetear, em um tuíte: “A mídia FAKE NEWS (os falidos @nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) não é minha inimiga, é inimiga do povo americano!”. Nomear um oponente forte e contra quem as pessoas possam facilmente se voltar é uma tática de exercício de poder tão antiga e universal quanto eficaz. 

Rodrigo Maia: o segundo sonha em ser o primeiro

Substituto imediato de Michel Temer na linha sucessória, o presidente da Câmara é mais um a se lançar como possível candidato ao Palácio do Planalto.

Em bom português, pela primeira vez, ele admitiu ser candidato a suceder a Michel Temer no Palácio do Planalto, algo que até então vinha renegando quando instigado a falar sobre o assunto.

Depois de esboçar a candidatura, ele agora dá tempo ao tempo. Nesse período, terá de costurar alianças em torno de si para que sua candidatura se transforme em algo mais que um balão de ensaio. Conta a seu favor o fato de ser presidente da Câmara, posição que facilita muito as articulações políticas.


ISTOE1IstoÉ

1968-2018

Da rebeldia à disruptura

Meio século após a onda libertária que redefiniu o comportamento mundial, a sociedade se organiza em novas batalhas por igualdade e direitos. Quais as semelhanças entre os dois momentos - e por que o ano que mal começou pode ser igualmente transformador.

Se 1968 foi o ano que não terminou, como afirma Zuenir Ventura no título do livro que melhor traduz o espírito daquele período, 2018, ano que mal começou, traz provocação, embates e bandeiras que o qualificam, desde já, na categoria dos anos transformadores. No lugar da rebeldia de meio século atrás, o que se vê agora é a disruptura, protagonizada tanto por personagens das novas gerações quanto por veteranos da agitação política, social e cultural. Um bom exemplo das semelhanças entre os dois momentos é encarnada pelo diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa.

O manual petista de Bolsonaro 

Jair Bolsonaro segue a mesma toada de Lula, na prática de ilegalidade e nos discursos de vitimização. Acusado de empregar uma funcionária fantasma, ele agiu exatamente como o petista quando flagrado em malfeitos: se disse alvo de perseguição. Para piorar, agora ele afirma que usou dinheiro do auxílio moradia para "comer gente".

O ilegal, o imoral e os maus costumes

A elite dirigente deixou de dar bons exemplos à sociedade e o Judiciário, num arriscado voluntarismo, atropela os demais poderes da República.

Publicação fala que há no Brasil um quadro de decadência social que se faz visível no plano moral. Há no Brasil um quadro anárquico entre os poderes, sobretudo quando um deles avoca para si a missão salvacionista de corrigir o outro, como vem ocorrendo nos últimos dias no campo jurídico. Há no Brasil um quadro de ilegalidades e maus costumes que vem do topo da pirâmide dos donos do poder – não apenas do estamento político, mas, também, das demais elites dirigentes. Há no Brasil, em decorrência disso tudo, uma crise ética. E um risco às instituições republicanas.


CARTA1Carta Capital

Como salvar o Brasil

No país assaltado pelos próprios poderes da República, os destinos de Lula e da nação coincidem. 

Seu País

2018 - Desunida e sem candidato competitivo, a casa-grande tenta se vender como centro

A poucos políticos a derrubada de Dilma Rousseff (PT) fez tão bem quanto a Rodrigo Maia (DEM). Em 2014, o deputado federal obteve seu quinto mandato consecutivo pelo Rio de Janeiro, mas a votação, de 53 mil votos, era uma fração da obtida em 2006, quanto amealhou 235 mil eleitores após fazer uma dura oposição ao PT em meio ao escândalo do mensalão. 

O deputado admitiu publicamente a preocupação com o resultado e viu sua carreira política em jogo. Com Temer no poder, tudo mudou. A publicação lança Maia como uma a estratégia de um grupo "reformista" – seja com Maia, Meirelles ou com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que também está com a pré-campanha na rua – será se apresentar como uma candidatura de "centro".

Em livro, filósofo aponta falácias de Moro em sentença contra Lula

Euclides Mance identifica dezenas de equívocos lógicos de magistrado em peça que será julgada pelo TRF-4 em 24 de janeiro. A argumentação do juiz pressupõe que a confirmação de um crime e a negação de outro permitem concluir pela veracidade da narrativa de Léo Pinheiro. Como a tese de Moro não pode ser verificada a partir do raciocínio lógico, sua conclusão pode ser considerada uma falácia de "apelo à crença", de acordo com o filósofo Euclides André Mance.

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