Istoé da semana questiona quem votaria em Lula

Revista traz na capa uma pergunta sobre o candidato condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Da redação,
istoe1Istoé

Você votaria em um condenado para presidente? A capa da Istoé desta semana questiona: quem votaria em Lula, um candidato condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro?

A esquerda procura um novo líder


Há décadas, o PT vem exercendo hegemonia absoluta sobre outras legendas da esquerda e impedindo a ascensão de lideranças dentro de seu próprio espectro partidário. Do nascimento do PT até hoje, somente Lula disputou a presidência da República  – foram cinco vezes – e, quando já não podia mais concorrer à reeleição, escolheu, quase que sozinho, o nome de Dilma Rousseff para substituí-lo na disputa ao Palácio do Planalto. A fatura chegou. Se os desembargadores da segunda instância confirmarem a condenação de Lula proferida pelo juiz Sérgio Moro na quarta-feira 12, a estrela máxima do petismo vai se tornar ficha-suja e, portanto, inelegível.

Temer ganha fôlego


Os 50 votos que o governo amealhou durante votação do Senado na quarta-feira 12 não serviram apenas para aprovar a maior e mais profunda mudança nas leis trabalhistas das últimas décadas. Também significaram um novo alento para o presidente Michel Temer, que experimentou uma escalada de dissabores desde maio passado quando surgiram as gravações feitas por executivos do grupo J&F. O presidente comemorou também, na quinta-feira 13, a rejeição, por 40 a 25 votos, do relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pedindo a admissibilidade da denúncia por corrupção passiva feita contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Remando contra uma forte correnteza política, em meio a um mar de incertezas ainda sem perspectiva de serenar, Temer que parecia exalar seus últimos suspiros há duas semanas, agora ganha um fôlego extra.

As alopradas do Congresso

A cena poderia ter sido protagonizada por alunos bagunceiros do Ensino Fundamental. Para a vergonha do País, contudo, as personagens eram senadoras da República. Diante da impossibilidade de barrar a aprovação da reforma trabalhista, cinco delas – todas de oposição – recorreram a um subterfúgio no mínimo infantil, ocupando a mesa diretora do plenário do Senado Federal e assim atrasando por quase oito horas a votação da pauta. “Foi uma atitude desesperada e antidemocrática”, classificou o cientista político David Fleischer. Por volta das 11h da manhã de terça-feira 11, Fátima Bezerra (PT) sentou-se na cadeira da presidência. Acompanhada das senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Regina Souza (PT-PI), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), abriu a sessão mesmo sem a presença de Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da Casa. Ao meio-dia, Eunício tentou ocupar seu lugar à mesa. Sem sucesso, pegou o microfone de lapela que estava na roupa de Fátima e ordenou que desligassem o som e as luzes do plenário. “Está encerrada a sessão. Não tem som enquanto eu não sentar à presidência da mesa”, disse. Após a ordem, Fátima até ensaiou levantar da cadeira, mas foi impedida por Gleisi, presidente do PT, que a segurou pelo braço.

Teste rápido, mas polêmica

Uma das marcas da medicina do futuro será a rapidez de respostas. Por essa razão, observa-se desde já a expansão da oferta de testes laboratoriais cujo diferencial tem sido a entrega de resultados em tempo cada vez mais curto. No Brasil, a última novidade nesta linha foi o lançamento do Hilab, um sistema por meio do qual, segundo os fabricantes, é possível ir da coleta de amostras a um laudo em minutos, com paciente e médico checando os dados para decidirem a conduta ali mesmo, na hora.


epoca1Época

Lula, o primeiro ex-presidente condenado por corrupção. E ainda faltam, no mínimo, mais cinco processos. O enredo jurídico envolvendo Lula está apenas no começo.

PGR vai denunciar presidente do Senado por propina

Estão em estágio avançado duas denúncias que prometem abalar Brasília no segundo semestre: uma contra o ex-presidente do Senado Renan Calheiros e outra contra o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, ambos do PMDB. Após muito investigar, a Procuradoria-Geral da República reuniu elementos para acusar Eunício de receber propina da Hypermarcas, em troca de ajuda à empresa numa Medida Provisória.

"Rodrigo Janot está irritado com as propostas de delação premiada


O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, está irritado com a má qualidade das principais propostas de delação que recebeu recentemente. Esses candidatos são chamados de “bate-fofo”. Um “bate-fofo” em especial incomoda Janot: Eduardo Cunha. Ele recusou a primeira proposta feita pelo ex-deputado. “Está muito ruim”, foi a frase mais repetida por Janot e pelos demais procuradores da Lava Jato - toda a força-tarefa em Brasília parou para analisar o material. Não se trata de técnica de negociação para pressionar Cunha a falar mais; os procuradores, até então entusiasmados com o arsenal do ex-deputado, estão de fato decepcionados com o que viram. Nem mesmo as histórias sobre Michel Temer animaram os investigadores.

Kassab recebe Ministério das Cidades em troca de apoio do PSD a Temer


Custou mais do que milhões em emendas o apoio do PSD do ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, ao presidente Michel Temer na votação na Comissão de Constituição e Justiça. Num acordo secreto, Temer ofereceu – e Kassab aceitou – o Ministério das Cidades, hoje ocupado por Bruno Araújo, do PSDB. Kassab assumiria a Pasta no dia 5 de agosto, caso o PSD ajudasse Temer a vencer a primeira denúncia no plenário da Câmara – e o acerto não vazasse antes...

Raquel Dodge: a escolhida de todos

No final da manhã da quarta-feira, dia 12, o ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel rangia os dentes, visivelmente irritado, sentado na penúltima fileira da sala da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Hoje aposentado, Gurgel estava ali no que achava que seria a confortável função de amigo, a acompanhar a sabatina de Raquel Dodge, indicada pelo presidente Michel Temer ao cargo de procuradora-geral da República. Gurgel já passara por teste parecido e, depois, participou do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal e viu o início da Operação Lava Jato. Sabia, portanto, bastante sobre alguns dos parlamentares que ali estavam para questionar Raquel. Já eram transcorridas mais de três horas da sessão na qual os senadores questionavam Raquel, quando a fala de um deles o deixou bravo.


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“Quero saber como estão os coxinhas. Cadê as panelas?”, diz Lula

Com ataques à elite e críticas à sentença de Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu o tom do que já se desenha como campanha para as eleições presidenciais de 2018. O petista falou à militância neste sábado, durante a posse da nova direção do Partido dos Trabalhadores (PT) de Diadema, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Quero saber como estão os coxinhas depois de o Michel Temer governar esse país como está governando. Cadê as panelas, ‘acabou’ as panelas?”, questionou. “Cadê o pessoal que pinta a cara para defender eles?”.

Temer busca agenda positiva para evitar debandada na base

Depois da vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o presidente Michel Temer vai tentar manter uma agenda de articulações e anúncios nas duas semanas de recesso para evitar debandada na base. Temer pediu aos ministros que façam levantamentos de programas e medidas que podem ser anunciadas.

Jovem acusado de pichar casa de João Doria é multado em R$ 5 mil

A Prefeitura Regional de Pinheiros multou em R$ 5.000 o jovem de 23 anos que teria pichado a residência do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na manhã deste sábado. O rapaz, cujo nome não foi divulgado, é acusado de ter escrito a frase “SP não está à venda” no muro da casa de Doria, no Jardim Europa, zona oeste da capital paulista.

Em reunião, Wesley diz que “JBS voltou à normalidade”

Numa reunião recente para a venda de ativos do grupo J&F, Wesley Batista surpreendeu os interlocutores dizendo que tudo na empresa “estava voltando à normalidade” e que os negócios iam muito bem. Na conversa, Wesley acrescentou que o mais importante para ele era preservar o nome da família. Quando ele deu uma saída da sala, um dos banqueiros perguntou aos outros, com ironia: “Nome? Que nome?”.

Marcelo Melo leva o Brasil ao título de duplas em Wimbledon

O brasileiro Marcelo Melo – número 1 do ranking mundial – e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, conquistaram o inédito título de duplas da edição 2017 do torneio de Wimbledon, em partida que durou 4h39min. Com o resultado, o Brasil volta a vencer o tradicional Grand Slam inglês após 51 anos – o primeiro título entre os homens, em 140 anos  de disputas. A última comemoração de um tenista profissional do país foi nas duplas femininas, com Maria Esther Bueno, em 1966.


cartaCarta Capital

A casa-grande faz a festa. Em poucas horas, o senado enterra a CLT e a inquisição curitibana condena Lula sem provas.

Para derrubar Temer, Globo vai além do jornalismo

Desde o furo de O Globo sobre o envolvimento de Michel Temer em crimes como obstrução à Justiça e corrupção passiva, em maio passado, todo o jornalismo do Grupo Globo está focado em fortalecer e legitimar as denúncias contra o presidente. Nesta semana, a Globo decidiu, entretanto, incidir de forma mais direta na condução da crise que corrói a gestão do PMDB há quase dois meses.

Reforma trabalhista dificulta combate ao trabalho escravo

A reforma trabalhista, prevista para ser votada nesta terça-feira 11 no Senado Federal, banaliza o trabalho escravo e dificulta o seu combate, de acordo com especialistas que atuam na erradicação do crime no país. Ainda que a reforma não altere a forma como o trabalho escravo é caracterizado pela legislação, o texto traz várias mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que afetam o combate ao crime.

SP é protótipo para legalizar ineficiência na gestão de medicamentos

Foi aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados proposta que autoriza empresas e comércios a doarem remédios com prazo próximo do fim de validade em troca de benefícios tributários, assim como vem ocorrendo em São Paulo. O texto aprovado é um substitutivo do relator deputado Dr. Sinval Malheiros (Pode-SP) ao Projeto de Lei 5691/16, do deputado Flavinho (PSB-SP).

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