Reivindicação de PMs e Bombeiros quebraria o Estado, diz Aldemir Freire

Secretário de Planejamento disse que reajuste salarial levaria o governo a um ‘nocaute’ financeiro.

Rafael Araújo,
Gerlane Lima
Secretário estadual de Planejamento falou sobre as dificuldades financeiras do Estado em entrevista a rádio 96 na manhã desta segunda-feira.
O secretário estadual de Planejamento e das Finanças (Seplan), Aldemir Freire, disse nesta segunda-feira (17) que o Estado não tem condições de conceder um aumento salarial para os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, que realizam movimento hoje para revindicar reajuste salarial. Em entrevista ao jornal 96, o titular da pasta falou que isso levaria o Governo a uma situação de ‘locaute’.

“O pedido de reposição salarial de 60% dos policiais militares, se fosse concedido pelo Governo quebraria o Estado. Teria um impacto brutal na Previdência estadual e agravaria ainda mais a crise financeira do Rio Grande do Norte, levando o executivo a uma situação de ‘locaute’, argumento o secretário.

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Os policiais e bombeiros militares estão realizando hoje (17), um protesto em frente a Governadoria do Estado, pedindo uma reposição salarial na ordem de 60% dos vencimentos. De acordo com o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos, o aumento é para repor pelo menos a perda para a inflação nos últimos anos.

“Estamos esperando ser recebidos pela governadora, contudo, mais do que isso, nós queremos algo de concreto em relação a nossa pauta. Desde 2018 que a gente cobra uma reposição salarial para suprir a defasagem dos vencimentos fruto de meia década sem aumento”, comentou o militar.

Por causa da manifestação, a associação estima que pelo menos 70% dos policiais militares paralisem as atividades no Estado nesta terça-feira em adesão ao movimento grevista. 


Confira a entrevista: 


Tags: Polícia
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