Arqueóloga do Itep busca tornar o trabalho científico referência no País

Segundo Elaine Cunha, SP é hoje o estado mais avançado na Arqueologia Forense.

Fátima Elena Albuquerque,
Reprodução
Segundo a arqueóloga Elaine Cunha, intenção da nova equipe criada é atuar em conjunto com a perícia criminal nos estudos de campo.

Capturar o maior número de vestígios com procedimentos científicos qualificados e de forma inovadora no Norte-Nordeste. Esse é o trabalho da Arqueologia Forense, que vem sendo desenvolvido pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) com cadáveres em estado de decomposição, mas que também pode ser aplicado em catástrofes ou mortes em extermínio.

De acordo com a da perita médica-legista e arqueóloga, Elaine Cunha, que coordena o trabalho pericial em Arqueologia, a ideia é atuar em conjunto com a perícia criminal nos estudos de campo, em situações de encontro de ossadas, cadáveres em decomposição e outros vestígios locais, para que possa ser feita uma coleta qualificada de todas as evidências do crime.

“Quando o arqueólogo chega no campo, ele faz uma prospecção e uma extratificação do solo, possibilitando uma maior coleta de evidências e uma cronologia dos eventos, o que é muito importante” , afirmou Elaine Cunha, durante entrevista nesta quinta-feira (8) ao programa RN Acontece.  Ela disse que, no Itep, o trabalho está sendo realizado bem próximo aos peritos criminais, bem como está sendo feita uma conscientização junto aos agentes de Segurança Pública sobre a importância da preservação do local, para que quando as equipes chegarem, elas possam fazer o trabalho adequadamente.

RN-H23

Segundo a arqueóloga, a expectativa da equipe é tornar o trabalho científico referência no País e interagir com os órgãos e instituições que atuam na área no Brasil. “Em São Paulo, por exemplo, o trabalho já está bem avançado. Têm equipes de outros estados do País indo fazer treinamento com o pessoal de lá”, comentou.

Elaine Cunha disse ainda que a equipe de arqueologia forense conta com dois peritos criminais – ela e o odontolegista Fernando Marinho -, e dois agentes de necropsia. “Estamos indo junto com o pessoal da perícia criminal, para participarmos, quando são encontradas ossadas e cadáveres em decomposição”, relatou.


Confira a entrevista:



Tags: Arqueologia Forense Elaine Cunha RN Acontece
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