"É cada vez mais difícil reduzir gastos", diz José Daniel Diniz, reitor da UFRN

Segundo o professor, as universidades vêm fazendo ajustes desde 2014.

Fátima Elena Albuquerque,
Fladson Soares/Nominuto
José Daniel tem se reunido constantemente com as autoridades do MEC para ver o que pode ser preservado no orçamento da UFRN.

O governo federal anunciou há cerca de 15 dias um corte de R$ 1,442 bilhão no Orçamento de 2019 para o Executivo, alegando diminuição de previsão de receita para o ano. A Educação levou uma das maiores tesouradas, com R$ 348,471 milhões contingenciados. Desde o início do ano, o ministério tem R$ 6,1 bilhões contingenciados de um orçamento de R$ 25 bilhões.

Para o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz, o contingenciamento é preocupante. “Isso porque não sabemos efetivamente o quanto dessa parte será desbloqueada”, afirmou hoje (6), durante entrevista ao programa RN Acontece.

O reitor tem se reunido constantemente com as autoridades do MEC para ver o que pode ser preservado no orçamento da entidade. Com relação ao custeio, que é o que garante o funcionamento da UFRN, José Daniel Diniz explicou que o bloqueio total é de 38,7%. Já em investimento, o bloqueio é de mais de 70%. “Isso acaba dificultando muito o planejamento da instituição”, destacou. Ele revelou que, até o momento, apenas 58% dos recursos destinados à universidade foram liberados.

RN-H22

O reitor explicou que esse percentual é o que a universidade está autorizada a executar. José Daniel comentou que essas liberações pelo governo federal estão sendo feitas de forma igualitária entre todas as instituições federais de ensino, do ponto de vista percentual.

Quanto a um cancelamento de aulas e paralisação das atividades, o reitor da UFRN disse não considerar essa possibilidade. “Nós temos um calendário, as aulas estão ocorrendo normalmente e já fizemos alguns ajustes complicados, como o cancelamento da Cientec, e cortes significativos nos contratos de terceirização. Sabemos a situação difícil que o País passa, porém, como as universidades vêm fazendo ajustes desde 2014, fica cada vez mais difícil reduzir gastos”, afirmou.


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