“Praticamente não há vagas no RN para adolescentes infratores”, comenta Kalina Leite

Interventora da Fundac comentou a crise no sistema socioeducativo no Rio Grande do Norte.

Marília Rocha,
Gerlane Lima/Nominuto.com
Interventora da Fundac comentou a crise no sistema socioeducativo no Rio Grande do Norte.

A crise no sistema socioeducativo para adolescentes autores de atos infracionais no Rio Grande do Norte foi comentada pela nova interventora da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac), Kalina Leite. Em entrevista ao RN Acontece da Band na tarde desta quinta-feira (27), Kalina detalhou os problemas da Fundac.

“Praticamente não temos vagas disponíveis para os adolescentes em conflito com a lei no RN. Os adolescentes apreendidos na grande Natal ou são transferidos para Mossoró ou são liberados” afirma.

A interventora contou ainda que o Ceduc de Pitimbú – que acolhe os menores da região metropolitana – está totalmente interditado e que montou uma “força tarefa” com a construtora responsável pela obra para liberar o quanto antes a unidade. “Não optamos pelo aluguel de imóveis e sim pelo esforço na reforma. Existe ainda um projeto de construção de uma nova unidade em Ceará-mirim”, descreve.

Sobre a missão de administrar a Fundac, Kalina disse que a responsabilidade "é grande" e que existem inúmeros problemas que precisam ser enfrentados. “Além de garantir vagas para adolescentes em conflito com a lei, precisamos garantir os projetos de educação e esporte para esses jovens”, justifica.

Hoje, o Rio Grande do Norte tem 70 vagas no sistema socioeducativo e quase todas estão preenchidas. “Temos oito unidades no RN: uma totalmente interditada em Parnamirim, que é o Ceduc de Pitimbú; uma unidade em Parnamirim e unidades em Caicó e Mossoró”, frisa.

Ainda de acordo com a nova interventora, o recurso para ser aplicado na Fundac é de R$  3 milhões para obras e manutenção.

Durante a entrevista, Kalina comentou ainda sobre o quadro de servidores da Fundação. “O número de servidores da Fundac é considerável: temos mais de mil servidores que precisam ser recapacitados para serem inseridos no trabalho”, comenta.

Sem limitar prazo, a interventora da Fundac disse que em até 90 dias quer apresentar um resultado para uma “situação menos desconfortável para o judiciário colocar os adolescentes”.

Kalina Leite irá atuar à frente da Fundac pelo prazo de 180 dias existindo a possibilidade de ser prorrogado por igual período.


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