Pré-candidatos do Novo passam por seleção para serem declarados aptos à disputa

Segundo Alayde Passaia, legenda é o oposto da velha política do Brasil.

Fátima Elena Albuquerque,
Daniel Dantas/Nominuto.com
Alayde Passaia explicou que uma de suas metas, ao chegar à Câmara Federal, é cortar pelo menos 50% dos gastos com gabinete e assessores.

A eleição de 2018 marcará a estreia do Novo em uma corrida eleitoral para cargos federais. Registrado em setembro de 2015, o partido possui menos de três anos e aposta em iniciativas similares à lógica empresarial para atrair o eleitor. A pré-candidata a deputada federal Alayde Passaia é um exemplo de perfil buscado pela legenda. Publicitária e empresária, ela quer usar a experiência em gestão privada na gestão pública.

Em entrevista ao programa RN Acontece nesta quinta-feira (12), a pré-candidata contou que participou de um processo seletivo dentro do partido, que durou quase sete meses, para ser declarada apta a concorrer a um cargo eletivo nas eleições deste ano. Isso porque a ideia do Novo é identificar pessoas com potencial para a política, mas sem histórico no ramo, algo que pode ser um antídoto para a atual descrença na classe política.

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Esse processo seletivo consta de análise curricular, teste sobre valores da sigla, entrevistas e uma parte prática, em que se analisa como o pré-candidato se sairia em uma campanha. A proposta de seleção dos candidatos do Novo é vista por seus filiados como um modelo a ser seguido para outros partidos brasileiros. “O Novo é oposto da velha política”, afirmou a pré-candidata.

Alayde Passaia explicou que uma de suas metas, ao chegar à Câmara Federal, é cortar pelo menos 50% dos gastos com gabinete e assessores. “Há 15 dias, assinei um documento em que me comprometo a fazer isso. Se a gente não der o exemplo, como poderemos cobrar dos parlamentares e desse governo que está aí, obeso, gastando o nosso dinheiro?, ponderou.

Ela também defende um maior investimento em educação de base, bem como um projeto de empreendedorismo e de educação financeira nas escolas para que, no futuro, os jovens que concluem o ensino médio possam empreender e gerar renda e emprego. Para Alayde, o Estado do Rio Grande do Norte precisa se ajustar para focar em educação, saúde e segurança.


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AMS
Tags: Alayde Passaia partido Novo RN Acontece
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