Presidente da Fundac destaca trabalho de ressocialização com menores infratores

Ricardo Cabral diz que o sistema socioeducativo do RN já foi o pior do país e hoje é referência nacional.

Flávio Oliveira,
Fladson Soares/Nominuto.com
Presidente da Fundac, Ricardo Cabral, concede entrevista para o jornalista Diógenes Dantas, no programa RN Acontece.

O sistema socioeducativo do Rio Grande do Norte passou por uma reestruturação nos último anos, inclusive por determinação da Justiça. Um dos responsáveis pelo trabalho é o presidente da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac), Ricardo Cabral.

Em entrevista para o programa RN Acontece, na Band, Cabral disse que da intervenção determinada judicialmente em 2014 para os dias atuais, a Fundac passou do pior sistema do país para referência nacional. “Ela [intervenção] foi decretada em março de 2014 porque até então era considerado o pior serviço socioeducativo do Brasil. E hoje, graças a um trabalho duro e árduo, a gente consegue ser referência nacional. Há uma determinação, um acordo judicial, em cumprimento de sentença que deve ser concluída em 31 de dezembro de 2018”.

“Era um caos. Faltava absolutamente tudo, nada funcionava. Faltava de alimentação à estrutura, carro, combustível, tudo. Além de um quadro de servidores já com mais de 90% em via de se aposentar”, lembra Cabral.

Entre as medidas tomadas, além da recuperação da estrutura física dos Centros Educacionais (Ceduc), houve também investimento na carreira dos profissionais que trabalham na área e há a expectativa para o lançamento de um edital ainda neste ano para a contratação de novos servidores. “Isso está no acordo judicial com o governo. O governo tem que lançar o edital, logicamente o concurso seria para o próximo ano”, explica o presidente da Fundac.

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“Nós temos hoje 314 vaga em todo o sistema. Encontramos tinha 70, sem colchão, sem estrutura. Nós temos internado hoje por volta de 250, que é uma rotatividade muito grande nessa área”, comemora.

Ressocialização

O presidente da Fundac destaca que não basta apenas manter no regime fechado os jovens que praticaram atos infracionais, mas que é preciso criar condições para que os adolescentes não voltem a cometer ações em conflito com a Lei. A chamada ressocialização.

“Esse é o maior desafio e a finalidade do nosso trabalho. Não adianta simplesmente ao cometimento de um ato infracional, trancafiar o menino. Passou aquele período, ele voltar para o mesmo ambiente se não aprendeu nada, se não foi feito nenhum trabalho com ele”, analisa Cabral.

Ricardo Cabral destaca os convênios que possibilitam aos internos possibilidades de aprendizados profissionalizantes e ainda acompanhamento para reintegração à sociedade. “Hoje nós temos um convênio com a Fundação José Augusto que são ofertadas mais de 30 oficinas para eles. Pintura, música, teatro, dança, grafite, cinema. Nós temos um convênio com o Sistema S, que está sendo renovando agora, para esse mês tivemos um curso de garçom. Temos com a igrejas, tanto evangélicas como católicas, fazem um trabalho de acompanhamento espiritual nos finais de semana”, explica.


Confira na íntegra a entrevista com o presidente da Fundac, Ricardo Cabral:


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