Mudança no Calendário Nacional de Vacinação começa este ano

Alterações objetivam aumentar a proteção imunológica da população, reduzindo os números de casos das doenças.

Da redação,
O Calendário Nacional de Vacinação sofrerá mudanças a partir deste ano e ampliadas gradativamente até 2020. As mudanças promovidas pelo Ministério da Saúde (SM) objetivam aumentar a proteção imunológica da população, reduzindo os números de casos das doenças combatidas pelas vacinas HPV Quadrivalente, Meningocócica C (conjugada), Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) e Varicela, Hepatite A e a dTpa (vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis tipo adulto).

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Natal, Aline Bezerra, explicou que as alterações ocorrem em virtude de estudos constantes do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações (PNI), junto com os programas estaduais e municipais, com relação à efetividade das vacinas. “Por isso, algumas vacinas sofrem modificações na redução ou ampliação do número de doses”. Aline afirmou que, na prática, as mudanças proporcionarão uma maior proteção vacinal da população.

HPV Quadrivalente

Com as alterações, a HPV quadrivalente será aplicada nos adolescentes do sexo masculino com idades entre 12 e 13 anos. A faixa será ampliada gradativamente até 2020, com a inclusão dos meninos de nove e 13 anos, bem como meninas de nove a 14 anos e os homens de 14 a 26 vivendo com HIV/Aids.

O objetivo é prevenir os cânceres de pênis e verrugas genitais, além de diminuir a incidência de câncer de colo de útero e vulva nas mulheres, prevenindo também casos de cânceres de boca, orofaringe e verrugas genitais em ambos os sexos.

Meningocócica C (conjugada)

A partir deste ano, serão a vacina Meningocócica C será administrada para adolescentes de 12 a 13 anos de idade, sendo gradativamente ampliada essa faixa até 2020, incluindo crianças e adolescentes entre nove e 13 anos. Segundo Aline Bezerra, as mudanças foram causadas pela percepção de que a vacina perde sua eficácia com o passar dos anos, apontando a necessidade da administração de doses de reforço na adolescência, visando a garantia da proteção contra as formas graves da meningite neste período.

Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) e Varicela

Agora, serão disponibilizadas duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para pessoas de 12 meses de vida até os 29 anos de idade, além de uma dose da vacina varicela (atenuada) para crianças até quatro anos. A adição da segunda dose para as pessoas entre 20 e 29 anos é motivada pela falha vacinal neste grupo e ainda a ocorrência de surtos de caxumba nos últimos anos.

Hepatite A

Crianças até quatro anos de idade devem ser imunizadas contra a Hepatite A, que é transmitida por alimentos e água contaminadas. Anteriormente, apenas as crianças até dois anos recebiam a vacina.

dTpa (Difteria, Tétano e Pertussis tipo adulto)

Gestantes a partir da 20ª semana de gravidez deverão receber a vacina dTpa para que seja garantida a proteção dos bebês contra coqueluche. Desta forma, os bebês já nascem protegidos por causa dos anticorpos transferidos de mãe para feto, evitando que eles contraiam a doença até que completem o esquema de vacinação com a pentavalente, aos seis meses de vida. As mulheres que não se vacinaram durante a gravidez e que estejam em puerpério devem tomar a vacina o mais rápido possível.
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