Governo perdeu votos

Alexandre Cavalcanti,

A greve geral desta sexta-feira, com um ingrediente político-partidário muito forte, terá grande repercussão no processo de votação da Reforma da Previdência. Hoje, não tenho dúvidas, o governo perdeu uma grande quantidade de votos.

Recuperar esse votos é tarefa para os líderes governistas. O próprio presidente Michel Temmer deve coordenar as negociações, tendo como principal operador o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia.

Já há quem afirme que a reforma da Previdência "subiu no telhado". Temmer não terá como aprovar o texto como quer. "Ou faz grandes concessões, ou a reforma morre", disse um líder governista.


Fim da contribuição obrigatória

Alexandre Cavalcanti,

Verdade seja dita. Os sindicatos, algo em torno de 17 mil no Brasil inteiro, não estão nem aí para a reforma trabalhista.

A única questão é que está gerando toda essa polêmica é o fim da contribuição sindical obrigatória. Esse foi um tiro fatal.


Três parlamentares votaram contra Reforma

Alexandre Cavalcanti,

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN)  não precisou dos votos dos deputados Antônio Jácomi, Rafael Motta, Walter Alves e Zenaide Maia, para aprovar o seu substitutivo da reforma trabalhista.

A exceção de Walter Alves que não votou, os outros três votaram contra o governo Temmer. 

A cobrança agora é outra: os aliados que negaram os votos à reforma trabalhista vão entregar os cargos federais em seus respectivos estados?


TRTs aderem ao movimento grevista

Alexandre Cavalcanti,

Era só o que faltava: alguns tribunais regionais do Trabalho, - Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia -, decidiram suspender suas atividades, amanhã, sexta-feira, em apoio à greve geral. E olhem que a Justiça do Trabalho é responsável pelo julgamento de paralisações em serviços essenciais.

Em São Paulo, o prefeito João Dória já anunciou que irá descontar do salário dos servidores o dia não trabalhado. Em outras capitais, os chefes de executivos devem tomar posições idênticas.


Djalma Marinho foi o mais respeitado

Alexandre Cavalcanti,
Arquivo
Djalma recebeu alguns convites para ser candidato em São Paulo, por exemplo.

O avô do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) foi um dos políticos do Rio Grande do Norte mais respeitados no cenário nacional. Djalma Aranha Marinho, embora da ARENA, - Aliança Renovadora Nacional -, na época do bipartarismo, era cumprimentado respeitosamente por todos os parlamentares, independente de posições político-ideológicas.

Quando inscrito no Grande Expediente, o Plenário da Câmara ficava lotado. No cafezinho, bem próximo do plenário, Djalma juntava uma verdadeira multidão de deputados, senadores, jornalistas e curiosos. Todos queriam ouvir as opiniões do dr. Djalma sobre as mais variadas polêmicas.

A expressão "ao rei, tudo, menos a honra", no processo de cassação do deputado Márcio Moreira Alves, é bastante conhecida, em nível nacional. Djalma Marinho enfrentava alí o seu próprio sistema político. Aqui no Estado, Djalma ficou marcado pela derrota para o Senado contra Agenor Maria, em 1974.

Djalma seria eleito em qualquer outro estado brasileiro. Recebeu alguns convites para ser candidato em São Paulo, por exemplo. Aqui, mesmo nas eleições proporcionais para deputado federal, enfrentava sempre grandes dificuldades.




Cresce prestígio de Rogério

Alexandre Cavalcanti,
Agência Câmara
Rogério conquistou espaços importantíssimos na Capital política do País. Seu nome, a partir agora, passa a figurar na lista de possíveis ministros.

Cresce o prestígio político do deputado Rogério Marinho(PSDB-RN), em Brasília. A aprovação do seu substitutivo da Reforma Trabalhista, a sua desenvoltura nas audiências públicas e a sensibilidade em construir um texto que terminou agradando a maioria, ampliaram os horizontes do deputado norte-riograndense.

Rogério conquistou espaços importantíssimos na Capital política do País. Seu nome, a partir agora, passa a figurar na lista de possíveis ministros. E, mesmo, na Câmara, deverá ocupar funções bem mais relevantes.


Tudo pronto para votação da Reforma Trabalhista

Alexandre Cavalcanti,

A sessão dá Câmara para votação da reforma trabalhista, cujo relatório é do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), está prevista para começar logo mais ao meio dia, segundo informou há pouco o deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), presidente da Casa.

O governo espera ter facilidade na aprovação da nova CLT, alterando(modernizando) as relações entre patrões e empregados.

O quiprocó mesmo vai ficar por conta da reforma da Previdência. Michel Temmer ainda busca construir uma maioria. É possível, mas tá difícil.


PSB não quer o rompimento

Alexandre Cavalcanti,

O deputado Rafael Motta, presidente Estadual do PSB, disse que a bancada do partido na Câmara, está reagindo a um possível rompimento com o governo do presidente Michel Temmer(PMDB).

Embora o presidente Nacional do PSB tem fechado questão contra as reformas, a bancada, que é quem vota, está reunida para deliberar sobre a questão. A maioria dos deputados, segundo Rafael Motta, não quer romper.


Nova CLT: agora é no Plenário

Alexandre Cavalcanti,

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) enfrenta mais uma batalha hoje, agora, no Plenário dá Câmara. Ontem, conseguiu aprovar o seu relatório, modernizando as leis trabalhistas brasileiras.

Foi uma vitória sobre o corporativismo e sobre a pelegagem que vive às custas dos trabalhadores, sindicalizados ou não. Rogério mostrou competência e rara sensibilidade.


Álvaro terá que provar que estava no Brasil

Alexandre Cavalcanti,

O vice-prefeito de Natal, Álvaro Dias(PMDB) terá que provar que estava no Brasil durante a viagem do prefeito Carlos Eduardo(PDT) ao exterior, sob pena de perder o mandato.

A informação é do presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Ranieri Barbosa, que esteve reunido com procuradores do Poder Legislativo.

Caso ele, o vice-prefeito, prove que estava em São Paulo e não no exterior, o assunto está encerrado, concluiu Ranieri.


Câmara vai reprovar reforma da Previdência

Alexandre Cavalcanti,

A Reforma da Previdência é o maior calo do governo Michel Temmer (PMDB). Do jeito que o núcleo duro do governo quer, a reforma não passa na Câmara. Dificilmente, chegará em condições de ser votada.

Ninguém concorda com a retirada de direitos adquiridos, embora todos admitam que alguma coisa tem que ser feita.

Para passar, Temmer terá de entender que as mudanças só podem atingir quem está entrando agora. Ou seja, os efeitos da Reforma só se fará sentir daqui a 35 anos.


Novas vagas animam candidatos

Alexandre Cavalcanti,

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado dificilmente votorá, ainda, esta semana, a alteração do número de deputados federais e estaduais. Pela proposta, o Rio Grande do Norte ganharia mais um deputado federal e três estaduais.

As novas vagas para o poder legislativo estadual alimentam o lançamento de novas candidaturas, nos grandes partidos e, também, nos considerados nanicos.


Políticos contam com morosidade da Justiça

Alexandre Cavalcanti,

Prefeitos e vereadores, eleitos e empossados, mas acionados na Justiça por crimes eleitorais - os mais variados - contam com a morosidade do judiciário para manter os seus cargos.

 Alguns até já foram cassados, mas permanecem em suas funções como se nada estivesse acontecendo. Essa situação acontece em mais da metade dos municípios do Rio Grande do Norte.


Ezequiel, o João Dória Potiguar

Alexandre Cavalcanti,
AL-RN
Ezequiel tem mostrado competência e muita sensibilidade na solução de eventuais dificuldades", disseram as mesmas fontes.

Aliados do deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembléia Legislativa, já o identificam como o João Dória Potiguar, numa alusão ao prefeito de São Paulo, que acumula os maiores índices de aprovação entre todos os prefeitos do Brasil.

Segundo esses mesmos setores, o presidente Ezequiel está pronto para governar o Estado e promover as reformas que são necessárias. "Como administrador, Ezequiel tem mostrado competência e muita sensibilidade na solução de eventuais dificuldades", disseram as mesmas fontes.

Com um discurso novo e pulso firme, os que defendem a candidatura de Ezequiel garantem que ele tem a cara do político novo, uma espécie de João Dória Potiguar, uma exigência da nova política brasileira.

Há, também, quem trabalhe contra. Esses segmentos, ainda não totalmente identificados, sugerem que ao confirmar sua candidatura a governador, Ezequiel lançaria a candidatura do professor Augusto Viveiros a deputado estadual.

"Esses querem queimar o projeto", garantem fontes próximas a Ezequiel. O próprio professor Augusto Viveiros me garantiu que não pretende ser candidato a nada.


Fim do Estado Protetor

Alexandre Cavalcanti,

O Estado tem que entregar bons serviços à população em troca dos impostos que cobra. Quem não entender essa operação será ejetado da política. A opinião é do empresário Flávio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo.

Segundo Flávio, a idéia do Estado protetor está ultrapassada. O governante tem que entregar saúde, educação e segurança de qualidade.

Flávio Rocha foi destaque na revista Exame, edição deste final de semana. Outro destaque da mesma revista foi o prefeito de São Paulo, João Dória.


Édson Faustino no Itamaraty

Alexandre Cavalcanti,

Édson Faustino, filho de deputado João Faustino Ferreira Neto( já falecido),é o mais novo assessor do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes(PSDB), 

Édson já assessora  Aloysio, na liderança do Governo do Senado. Com a nomeação do senador para o Itamaraty, Édson Faustino foi convidado e aceitou as novas funções.



Nada de acordão

Alexandre Cavalcanti,

Qualquer entendimento político hoje, por maior que seja, pode naufragar nas urnas. "O povo não aceita mais acordão", disse uma raposa política ao comentar a possibilidade de uma união de forças, em favor da reeleição do governador Robinson Faria(PSD).

A mesma raposa lembrou o episódio recente da derrota do então deputado Henrique Eduardo Alves(PMDB), que montou uma senhora estrutura partidária em torno do seu nome e, ainda, escolheu o adversário, mas acabou sendo derrotado para governador.

Lembrou, também, o acordão para eleger Fátima Bezerra(PT) prefeita de Natal. Uniram o então presidente Lula, a então governadora Wilma Faria, o senador Garibaldi, o prefeito Carlos Eduardo, e mesmo assim perderam para Micarla, logo no primeiro turno.

Agora, disparou, a velha raposa: "ninguém faz nada sem combinar com o povo".



Adécio não descarta entendimento

Alexandre Cavalcanti,

O deputado Democrata José Adécio não descarta um possível entendimento com o governador Robinson Faria(PSD), nas eleições do próximo ano, em nome dos interesses maiores do Rio Grande Norte.

É claro, adiantou Adécio, que um entendimento como esses tem que ser precedido por uma agenda de compromissos políticos e um caderno de intenções, privilegiando áreas de interesse da população mais necessitada.

Para José Adécio, não há nenhuma dificuldade que impeça tal entendimento. O governador Robinson já pertenceu aos dois principais sistemas políticos do Estado e não tem arestas com nenhum deles.

José Adécio destaca um ponto muito importante: "ninguém tem disposição para briga", concluiu.


Deputado defende reedição da aliança DEM/PMDB

Alexandre Cavalcanti,

O deputado José Adécio (DEM) já comprometeu os seus dois votos para senador da República, nas eleições do próximo ano.

Com 72 anos de idade, mais maduro e, ainda, mais experiente, Adécio fez as pazes com Garibaldi Filho(PMDB) e já declarou seu voto.

-Não posso conversar mais politicamente sobre eleição de senador. Meus dois candidatos são José Agripino e Garibaldi. Já disse aos dois", confirmou José Aécio.

Para governador, acrecentou o deputado José Adécio, "acredito que muita coisa ainda vai acontecer. Quem sabe não aparece um João Dória potiguar".

O deputado Democrata não disse, mas deixou transparecer que não acredita mais numa possível candidatura do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves(PDT),  para governador.



José Adécio: "Ninguém é candidato a vice"

Alexandre Cavalcanti,

O deputado José Aécio, um dos três mais experientes da  Assembléia, - os outros dois são José Dias e Getúlio Rego -, me disse agora há pouco, que não é candidato a vice-governador.

-O posto de vice-governador é reservado para uma composição política, com forte repercussão eleitoral. Ninguém é candidato a vice". A afirmação é do próprio Adécio.

Uma coisa é certa:  José Adécio já comunicou ao senador José Agripino, presidente do DEM, que não deseja mais ser candidato a deputado estadual.

Gustavo, filho de Adécio, deve ser o seu sucessor na Assembléia Legislativa.

1-20 de 126