Hermano Morais pode trocar a Assembléia pelo TCE

Alexandre Cavalcanti,

O nome do deputado estadual Hermano Morais (MDB) vem sendo cogitado nos meios políticos como uma opção para o Tribunal de Contas do Estado. 

A vaga seria do Conselheiro Renato Dias, irmão do prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB). Renato já se encontra apto a requerer aposentadoria, inclusive desfrutando atualmente do abono permanência. 

A possibilidade agrada duplamente ao prefeito da Capital, pois o seu filho Adjuto Dias Neto (MDB), primeiro suplemente de Hermano, assumiria em definitivo a Assembléia Legislativa e as suas bases se engajariam no projeto de reeleição de Álvaro Dias.



Beto Rosado é contra a reforma da Previdência

Alexandre Cavalcanti,

O deputado Beto Rosado (PP-RN) disse, agora há pouco, que votou pela admissibilidade da Reforma da Previdência, mas continua questionando pontos importantes do texto original do Governo. Beto disse, ainda, que, em Plenário, deverá votar contra a proposta.

-Eu sou contra diversos pontos que estão na proposta de reforma da previdência e continuarei sendo. Muito provavelmente, eu vou votar contrário à PEC no plenário, a não ser que tenhamos uma reforma mais justa. Principalmente, para os trabalhadores rurais e beneficiários do BPC. O que votei na CCJ foi pela constitucionalidade. Uma coisa é analisar o mérito constitucional, outra é o impacto dela na vida do cidadão".


Centrão foi fundamental

Alexandre Cavalcanti,

O Centrão mostrou quem decide as votações na Câmara dos Deputados. Forçou o governo a alterar o texto original e, como aconteceu em administrações anteriores, vai apresentar a fatura. Ficou claro, também, que a esquerda, representada pelo PT, PSOL, PCdoB e PSB, este último nem tanto a esquerda, só faz barulho: dificilmente constrói uma maioria. 48 a 18 foi o placar na CCJ, admitindo a constitucionalidade da reforma da Previdência.

Depois de 9 horas de muita confusão, muito barulho e muita discussão, o Governo ganhou a primeira batalha. Claro, foi apenas o primeiro round. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia(Dem), promete instalar a comissão especial já amanhã, quinta-feira, dia 25/04. 

Os ítens subtraídos do texto original, - uma exigência do Centrão -, não prejudicam a economia de 1 trilhão de reais em dez anos, segundo a equipe econômica do Palácio do Planalto. É possível que sejam necessárias novas mudanças até a votação final no plenário da Câmara.

Agora a Comissão Especial irá analisar  o mérito. É aí que deve cair o sigilo sobre o impacto da reforma na economia brasileira. Até o momento, apesar de toda discussão, ninguém teve acesso aos números e aos cálculos feitos pela equipe econômica.


Dia decisivo da reforma na CCJ

Alexandre Cavalcanti,

A articulação do governo não funciona e a votação da reforma, na Comissão de Constituição e Justiça, ficam complicada. O Palácio do Planalto, ainda, não sabe se tem os votos necessários para enfrentar a oposição que tentará obstruir a votação. O destino da reforma está nas mãos do Centrão. Até agora, o governo tem o apoio do PSL, do PSDB e do Novo.

Hoje é um dia decisivo e o governo do presidente Bolsonaro vai jogar duro: a CCJ não discute o mérito. Vai dizer apenas que a proposta é constitucional. É a tal da admissibilidade.

Para isso, Paulo Guedes e Rogério Marinho já acenaram com a retirada de alguns pontos do texto original sem, no entanto, prejudicar a economia de 1 trilhão de reais em dez anos.


Centrão pressiona e governo pode ceder

Alexandre Cavalcanti,

Insatisfeito com a falta de espaço, o Centrão pode endurecer o jogo e negar apoio a aprovação da Reforma da Previdência, amanhã, terça-feira, 23/04, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Os deputados desse grupo político exigem alterações no texto proposto pelo Executivo.

Semana passada, antes do feriadão, não houve votação justamente por conta da insatisfação do Centrão, liderado pelo PR, PRB e PP. Para a sessão de amanhã, o próprio presidente Bolsonaro está atuando abertamente no contato com os deputados.

O secretário especial da Previdência, ex-deputado Rogério Marinho(PSDB) admitiu atender parcialmente as exigências do Centrão sem desfigurar a proposta original.


Crise no Judiciário: Supremo desmorona

Alexandre Cavalcanti,

A crise no judiciário brasileiro só está revelando o que todos já sabiam: a corrupção não corroeu as estruturas apenas do Executivo e do Legislativo. O Poder Judiciário também foi atingido fortemente. E não podia ser diferente. Claro, todos têm mais cautela, quando o assunto é o Supremo, última instância prá todo mundo.

Não tem como escapar: são três os poderes da república - Executivo, Legislativo e Judiciário. Os dois primeiros, já sentaram no banco dos réus. Lula está preso; Michel Temer foi preso e solto; no Legislativo, a mesma coisa. Eduardo Cunha continua preso; Henrique foi solto depois de 332 dias preso.

E o Supremo? Ora, o Supremo é quem manda prender e quem manda soltar. Mas agora parece ter desmoronado de vez.


Fim da lua de mel: Agora, tá todo mundo de olho

Alexandre Cavalcanti,

Algo em torno de 7 bilhões e 500 milhões de reais é o montante da dívida ativa do Estado do Rio Grande do Norte. Até o momento, a governadora Fátima Bezerra (PT) não disse uma palavra sobre o que estaria fazendo para receber, pelo menos, parte desse valor. Muitos desses contribuintes já morreram ou faliram e não tem como pagar. Outros, entretanto, esperam algum incentivo para quitar seus débitos.

Nos meios políticos, começam a ser questionadas as ações da governadora para equilibrar as contas do Estado. "Equilíbrio fiscal é difícil e não se obtém simplesmente com discurso, com retórica", afirmam os observadores.

A boa vontade com a governadora parece chegar perto do fim. Já há, inclusive, quem questione o seu discurso de que é a primeira governadora de origem popular. As duas outras que a antecederam, - Wilma Faria e Rosalba Ciarline -, teriam, também, origem popular: uma filha do maestro da banda e outra filha de um alfaiate.


Portugueses já discutem previdência

Alexandre Cavalcanti,

Eis a diferença: os portugueses já começam a manifestar preocupação com o seu regime previdenciário. Em 2027, caso nada seja feito, o sistema previdenciário português irá apresentar um déficit crônico, a exemplo do que acontece hoje no Brasil.

Entre os modelos em discussão, está a previdência Sueca. Os portugueses discutem, também, a idade mínima para aposentadoria.


Walter Alves: "Se ele voltar, eu saio"

Alexandre Cavalcanti,
Divulgação
A reação foi imediata: "Se ele voltar, eu saio", disparou o deputado federal Walter Alves.

Inacreditável futebol clube. O deputado Walter Alves, filho do senador Garibaldi Alves Filho, expulsou o primo, Henrique Eduardo Alves, do MDB, e disse que se ele voltar, arruma as malas e deixa o partido em companhia do pai. Não é uma ameaça, é uma decisão pensada. A comunicação, inclusive, já foi feita à direção Nacional do MDB.

É o fim de um ciclo, de uma história. Garibaldi e Henrique começaram juntos na política: Henrique, o filho da esperança, federal, e Garibaldi, estadual. Henrique, continuou federal e Garibaldi foi prefeito, senador(três vezes) e governador (duas vezes). Foi presidente do Senado e Ministro. Henrique foi presidente da Câmara e ministro. Festejaram juntos 50 anos de vida pública.

Preso pela Lava Jato, Henrique, então presidente do MDB, passou o comando do Partido  para Garibaldi. Foram 332 dias de cárcere. Domingo último, Henrique assinou um artigo no jornal Tribuna do Norte e acenou com a possibilidade de voltar à vida pública. A reação foi imediata: "Se ele voltar, eu saio", disparou o deputado federal Walter Alves.


Fim de um ciclo: Garibaldi e Henrique romperam

Alexandre Cavalcanti,

Novo racha na família Alves. O deputado federal Walter Alves (MDB) disse, em suas redes sociais, já ter comunicado à direção Nacional do Partido que o retorno de Henrique o afasta da agremiação, ao lado do pai, ex-senador Garibaldi Alves Filho. A dura afirmaçao do deputado Walter Alves, em resposta a um prefeito, chegou a ser confundida com fake news.

A primeira vez que os Alves se dividiram aconteceu no século passado, na sucessão da prefeita da prefeita Wilma de Faria, em 1996. A irmã de Henrique, Ana Catarina, decidiu sair candidata contra Henrique, com o apoio do ex-governador Tarcísio Maia, pai de José Agripino.

Hospitalizado em São Paulo, o senador Garibaldi Alves Filho (MDB) ainda não se pronunciou sobre o rompimento político-familiar anunciado pelo seu filho, Walter Alves.


Até quando Ezequiel vai segurar Fátima?

Alexandre Cavalcanti,

A sustentação política do governo Fátima Bezerra (PT) está por um fio. A pergunta é: até quando, o braço do deputado Ezequiel Ferreira de Souza, presidente a Assembléia e do PSDB, vai ter forças para segurá-la? Força e vontade política são duas coisas diferentes.  Na maioria das vezes, na prática, a teoria é diferente.

Ezequiel contabiliza hoje algo em torno de 16 a 18 votos, no Plenário da Assembléia. No total, são 24 deputados. Na primeira votação realmente importante, a governadora vai sentir que não tem bancada para aprovar nada. A construção da maioria vai depender da vontade política - dos interesses políticos e eleitorais -  do presidente Ezequiel.

O pior de tudo é que a insatisfação das ruas é a mesma dos deputados. A sociedade, ainda,  aguarda medidas de impacto na direção do ajuste fiscal. Até agora, nada. Os parlamentares esperam a mesma coisa. Um pouco de diálogo, também, seria bem recebido.


Carlos Eduardo critica Fatima

Alexandre Cavalcanti,

O estado de crise é o mesmo em todos os setores, disse o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato derrotado nas eleições de 2018, sobre os 100 dias do governo Fátima Bezerra (PT). O Rio Grande do Norte é o mesmo do ano passado e o mesmo de 2017: caos na saúde, na educação e na segurança pública. E os salários continuam atrasados.

Carlos Eduardo disse, ainda, que o governador de Minas Gerais, herdeiro do caos administrativo do PT, já decretou o fim de 50% dos cargos comissionados, reduziu as secretarias pela metade e colocou em prática um ambicioso plano de privatizações. Aqui nada disso foi feito. E não há milagre.


Reforma: ambiente favorável

Alexandre Cavalcanti,

É agora, ou nunca. O ambiente, apesar de toda confusão, é favorável a aprovação da reforma da Previdência. Ou vai, ou racha. Caso contrário, fica difícil falar em reforma no futuro.

A reforma é debatida em todos os setores e por todas as camadas da população. A necessidade de uma reforma, é ressaltada por todos. Falta apenas encontrar um texto que agrade a maioria.

O presidente quer, o presidente da Câmara, também. No Senado, também, há um ambiente favorável. Falta articulação política. Nunca vi um governo tão fraco em articulação. Fraco, ou incompetente.


Cristiane Dantas cobra repasses para hospital

Alexandre Cavalcanti,

A deputada estadual Cristiane Dantas (Solidariedade) voltou a cobrar do Governo do Estado a regularização dos repasses em atraso ao Hospital Infantil Varela Santiago. A cobrança aconteceu em a parte na Assembléia Legislativa.

De acordo com a deputada, o governo está em débito com duas parcelas do convênio firmado em 2018 e somam mais de R$ 1 milhão. Na fala em plenário, a deputada relatou que o hospital, referência no atendimento de alta complexidade 100% SUS, deixou de realizar cirurgias de atresia de esôfago em dois bebês de Mossoró por falta de nutrição parenteral. 

"Como o hospital não teve como atender os bebês, a família de uma das crianças  acionou a justiça, que determinou o bloqueio de R$285 mil da conta do Estado para o procedimento ser realizado em um hospital particular. Esse valor se tivesse sido empregado no convênio do Varela realizaria mais de 15 mil procedimentos, inclusive a cirurgia. O estado está pagando mais caro, quando poderia ter regularizado o pagamento do convênio", pontuou Cristiane.

Ainda segundo a parlamentar, os recursos do convênio são destinados para a compra de medicamentos,  insumos e nutrição especial. 

A cobrança da regularização dos repasses ao Varela Santiago já havia sido tema de pronunciamento de Cristiane Dantas no dia 20 de março, quando a deputada também apresentou requerimento ao Governo. O pleito até agora não foi respondido oficialmente, assim como os repasses ao Hospital continuam atrasados.



Henrique pode voltar à cena política

Alexandre Cavalcanti,

-A luta continua". Assim termina o artigo assinado pelo deputado Henrique Eduardo Alves (MDB), ex-ministro e ex-presidente da Câmara Federal. Logo alguém perguntou: Henrique, voltou? Pelo texto, parece que sim. Henrique está de volta à cena política. No artigo, publicado na Tribuna do Norte, edição do último domingo, 6/04, Henrique festejou o fato de ter sido inocentado por 27  testemunhas de acusação, entre elas, Marcelo Odebrecht e Joesley Batista, da J&F.

Também é verdade que o deputado Henrique Eduardo Alves faz uma falta danada. Numa rápida incursão entre lideranças políticas do Estado, é fácil compreender a falta que Henrique faz. "Era a voz mais respeitada entre todas as outras. Garibaldi falava, José Agripino, também. Mas era Henrique quem era ouvido", afirmam.

Não há um município do Rio Grande do Norte que não tenha recebido um benefício pela influência de Henrique, independente de ter votado nele para deputado. "Henrique não terá dificuldade se quiser voltar", diz Raimundo Hélio, ex-deputado da região Oeste.


Nome de Álvaro tem mais o que oferecer

Alexandre Cavalcanti,

Prefeito de Natal com direito à reeleição, Álvaro Dias (MDB), tem algo a oferecer que os seus concorrentes não tem: uma vaga de possível futuro prefeito da Capital. Foi o que aconteceu com o próprio Álvaro, em 2016, quando foi candidato a vice de Carlos Eduardo (PDT) e ganhou a Prefeitura um ano e pouco mais tarde, quando o prefeito deixou o posto para ser candidato a governador.

A vaga de candidato a vice-prefeito de Álvaro chama a atenção de partidos tradicionais, a exemplo do DEM, do PSB e até do PSDB. Os tucanos jogam com a candidatura de Paulinho Freire, presidente da Câmara, mas podem trocar o sonho de uma candidatura prefeito pela vice de Álvaro. Tudo depende dos compromissos assumidos.


Surgem novos candidatos a prefeito de Natal

Alexandre Cavalcanti,

Os deputados Rafael Motta, presidente Estadual do PSB, e Kelps Lima, presidente do Solidariedade, entram na briga pela sucessão do prefeito Álvaro Dias (MDB), de Natal. Além do PSB, SD, MDB, do atual prefeito, PSDB e PT, também, estão de olho no principal cofre público municipal do Rio Grande do Norte.

A incógnita é o PDT, do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, considerado o maior eleitor da Capital. Carlos estaria tentando atrair o deputado Hermano Morais, um dos melhores quadros do MDB, para o seu partido.

O Partido dos Trabalhadores, da governadora Fátima Bezerra, trabalha com dois nomes: o do ex-deputado Fernando Mineiro, e o da deputada federal Natália Bonavides, que superou Mineiro na disputa do ano passado.

O MDB não aceita sequer discutir a questão: o nome do prefeito Álvaro Dias é inquestionável e ele será no coordenador de sua própria sucessão.

O PSDB vem logo a seguir com o nome do vereador Paulinho Freire, da Câmara de Natal. Os tucanos sonham com o possível apoio do ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT).



Morre, em Brasília, o advogado Eri Varela

Alexandre Cavalcanti,

O advogado potiguar Eri Varela morreu na manhã deste sábado, 6/04, em acidente automobilístico, na estrada entre Brasília(DF) e Cristalina (GO), onde era proprietário rural. Não há, ainda, maiores informações sobre o acidente.

Eri era figura de destaque na Capital Federal, foi presidente da Terracap e advogado do ex-governador Joaquim Roriz, do Distrito Federal.


Andréia, mulher de Carlos Eduardo, também é inelegível

Alexandre Cavalcanti,

A inelegibilidade de Carlos Eduardo Alves (PDT) para as eleições municipais de Natal, em 2020, alcança sua mulher, Andréia, e ela não vai poder ser candidata a vice de Paulinho Freire, como desejaria o PSDB. Ontem, o deputado Gustavo Carvalho (PSDB), emissário tucano, esteve com o ex-prefeito Carlos Eduardo. Não há, ainda, informações sobre o que trataram no encontro.

Nas eleições do próximo ano, em Natal, tanto Carlos Eduardo Alves quanto sua mulher, Andréia, só podem ser candidatos a vereador. A legislação eleitoral vigente considera que o mandato que termina em dezembro de 2020, é, ainda, o mandato de Carlo Eduardo Alves.


BNDES emprestou dinheiro a Venezuela, Cuba e Moçambique

Alexandre Cavalcanti,

Por onde andará o nosso rico dinheirinho? Para você ter uma idéia, os governos Lula e Dilma mandaram para fora do país, mais precisamente para Venezuela, Cuba e Moçambique, o equivalente a 14 bilhões de dólares. Só em parcelas atrasadas e que não serão pagas, há um montante de quase três bilhões.

Os três países enfrentam grandes dificuldades internas. Até Cuba, já anuncia desabastecimento. Falta papel higiênico. O Brasil - ou os governos do PT - estaria financiando esses regimes?

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