Namoro firme de Dória com DEM e PMDB

Alexandre Cavalcanti,

Onde há fumaça, há fogo. Política é como casamento: "tudo vai bem enquanto dura". E mais: "mulher que leva cantada é porque deu espaço. A culpa nunca é do paquerador. Aconteceu, na política, com o Dória, prefeito de São Paulo. Abriu tanto a guarda que DEM e PMDB partiram prá cima e já oficializaram o convite para que ele, - hoje pérola do PSDB -, traia seus compromissos partidários e ingresse em uma das duas legendas.

Dória não esconde seu desejo de trocar a Prefeitura de São Paulo pelo Palácio da Alvorada, em Brasília. No PSDB, entretanto, terá que enfrentar, primeiro, um conflito interno com o seu criador, o atual governador Geraldo Alckmin. Em princípio e em público, João Dória anuncia amor eterno ao governador.

No bastidores, onde as coisas realmente acontecem, Dória é candidatíssimo a presidente da República. Se convencer Alckmin a ser senador, o prefeito continua no PSDB. Mas, se sentir resistências, vai arrochar o namoro com o partido de Temer, o PMDB, ou com José Agripino e Rodrigo Maia, do DEM.

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