Polícia Enviada em 16/07/2008 às 07h57min
Agricultor acusado de matar o próprio tio será julgado hoje
Amauri de Lima Carvalho é acusado de assassinar Ary Virgínio de Lima, em 2005, na zona Norte de Natal, com a ajuda do irmão dele, Alexandre de Lima Carvalho.
O Tribunal de Justiça transmite nesta quarta-feira (16) o julgamento do agricultor Amauri de Lima Carvalho. Ele é acusado de assassinar o próprio tio, Ary Virgínio de Lima, em 2005, na zona Norte de Natal, com a ajuda do irmão dele, o também agricultor Alexandre de Lima Carvalho.
Segundo relatado na peça acusatória, o crime acorreu no dia 20 de setembro de 2005, por volta das 8h, à rua Moema Tinoco de Lima, na localidade denominada de Gramorezinho, bairro da Lagoa Azul, zona Norte de Natal, quando os acusados, que são irmãos, mataram a vítima, que era, inclusive, tio de ambos, mediante uma cutilada de faca peixeira, por motivo torpe e sem que lhe fosse dada qualquer chance de defesa.
De acordo com a denúncia, no momento do crime, Ary Virgínio estava na sua residência, conversando com sua irmã, chamada Francisca Lima de Carvalho, mãe dos réus, sobre a cessão de diretos relativa a um imóvel herdado por ambos, em conseqüência do falecimento do seu pai e avô dos acusados, quando estes chegaram passando a discutir com a própria mãe, ocasião em que o tio, tentando apaziguar os ânimos, foi agredido fisicamente pelos sobrinhos.
Ainda segundo alegações do Ministério Público, Ary pulou o alpendre da casa e fugiu em direção à rua, sendo perseguido por Alexandre que, se aproveitando que seu tio caiu, o imobilizou pelas costas com um golpe de gravata, momento em que Amauri sacou de uma faca peixeira, cutilando mortalmente seu tio à altura do coração.
Denúncia diz que irmãos agiram com torpeza
Por fim, diz a denúncia que a torpeza do crime ficou demonstrada porque os agentes assassinaram o tio em razão dele ter se recusado a assinar a cessão de direitos de sua parte na herança, sem receber todo o valor acertado que era de, aproximadamente, R$ 6.500. Então, os acusados insistiam que a vítima recebesse parte do pagamento depois ou em objetos, o que, porém, não foi aceito pelo Ary, razão pela qual os sobrinhos passaram a pressioná-lo, com ameaças, até o dia em que terminaram o assassinando.
O juiz que proferiu a sentença de pronúncia, Francisco de Assis Brasil deixou de decretar a prisão dos réus porque são primários e, comprovadamente, não possuem maus antecedentes. Eles ainda entraram com recurso, quando Alexandre pedia para não ir à Júri Popular e Amauri para que fosse julgado por homicídio simples, mas os pedidos foram negados pelo Juiz.
Porém, como Alexandre não foi intimado pessoalmente da sentença de pronúncia, como preconizam os artigos 413 e 414, ambos do Código de Processo Penal, foi determinado o desmembramento do processo e feitura de sua cópia integral para remessa à 3ª vara Criminal da zona Norte, a fim de que o acusado seja intimado da sentença. Assim, o processo tem prosseguimento com relação ao outro acusado, Amaury Lima de Carvalho, cujo julgamento acontece hoje.
Já Alexandre aguardará a sentença que o mandará a Júri, podendo ainda recorrer desta. O julgamento terá início às 8h com previsão para término até o final da tarde.
* Fonte: TJ/RN.
PUBLICIDADE


Mais notícias
Comentários enviados
Nenhum comentário enviado no momento.