Em uma reportagem publicada no domingo passado (23) pelo Nominuto.com, o delegado Antônio Teixeira Junior, da Delegacia de Capturas, afirmou que no Rio Grande do Norte existem aproximadamente 15 mil foragidos. Durante esta semana a reportagem fez um levantamento junto ao coordenador do sistema penitenciário do Estado, capitão José Deques, e descobriu quem são os três fugitivos considerados mais perigosos pela polícia potiguar.
Eristênio Gonzaga de Souza, Adalberto Lima da Silva e Moisés Bruno Ferreira Lima foram apontados pelo capitão Deques como sendo os indivíduos considerados de alta periculosidade em liberdade, atualmente.
Fotos: Divulgação
Eristênio é acusado de dois homicídios e está foragido há dois anos.
“O primeiro deles, é o mais perigoso”, disse o capitão. Eristênio Gonzaga, de 26 anos, é acusado de latrocínio. Ele teria matado o policial militar Emerson Silva de Macedo, em 2005, durante um assalto a um restaurante, em Candelária.
Capitão Deques informou que além desse homicídio ele responde a processo por outros assaltos a mão armada. Antes da morte do PM, Eristênio já era foragido de Alcaçuz também pela acusação de latrocínio. Ele é acusado de matar o corretor de imóveis Paulo Bruno Maia Moura, em novembro de 2001, depois de assalto a um bar no Tirol.
Segundo José Deques, Eristênio fugiu pela última vez da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, pela muralha de proteção externa, no dia 27 de abril de 2005. Dessa data em diante, ele nunca mais foi recapturado.
Outro considerado de alta periculosidade é Adalberto Lima da Silva, de 21 anos. Ele também é acusado assalto e homicídio. Além disso, Adalberto é acusado de fazer parte de uma quadrilha de assaltantes de banco, casas de praia e carro-forte no Rio Grande do Norte e na Paraíba.
Adalberto fazia era mebro de quadrilha que assaltava bancos.
Esse, inclusive, foi o motivo de sua prisão em março deste ano. A quadrilha tinha como membro, e provável líder, Jackson Jussier, o “Xandinho”, que neste mês de setembro foi transferido para um presídio federal em Catanduvas/PR.
Entre os assaltos recentes atribuídos à Adalberto está o ataque à casa de praia de um empresário em Jacumã, litoral norte da Grande Natal, onde foram roubados dois automóveis, encontrados na casa dele no Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal, no dia em que a quadrilha foi presa.
Adalberto Lima da Silva fugiu da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no dia 16 de julho. Na ocasião, ele e mais nove detentos serram grades de uma cela no pavilhão 4 e, em seguida, utilizaram uma “tereza” (corda confeccionadas com lençóis) para escalar o muro e fugir.
O terceiro da lista dos mais perigosos foragidos do sistema penitenciário do Estado é Moisés Bruno Ferreira Lima. Este recentemente escapou de ser recapturado depois de baleado na perna e no braço. Ele também é acusado de homicídio, assalto e receptação.
Moisés escapou de ser recapturado neste mês, mesmo baleado.
De acordo com informações do delegado Olegário César, do 7º Distrito Policial das Quintas, Moisés já esteve preso naquele DP por receptação. “Além disso, ele responde à processo por homicídio”, relatou.
Moisés Bruno estava em liberdade condicional, mas depois de praticar mais um assalto, ele foi preso e levado para o Centro de Detenção Provisória de Candelária, de onde fugiu no dia seis de julho deste ano. No último dia 13, o foragido quase foi recapturado. Policiais Militares fizeram abordagem em um táxi e encontraram Moisés ao lado de uma namorada.
Ao ver a polícia, ele conseguiu escapar fugindo para dentro de um mangue no Bairro Nordeste. Os policiais ainda atingiram Bruno com dois tiros, um na perna e outro no braço, o que não foi suficiente para contê-lo. No entanto, a parceira dele Marcilene Gomes da Silva, 24, foi presa em flagrante por porte ilegal de arma.
Em contato com este portal de notícias, o secretário Estadual de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Leonardo Arruda, explicou que “as buscas a esses indivíduos é permanente. Todas as informações sobre eles encontram-se na Polinter. Então, as polícias de todos os estados brasileiros possam prendê-los a qualquer hora.”
Aqui no Estado, as pessoas que tiverem alguma informação que possa levar a prisão de qualquer fugitivo da polícia, podem fazer uma ligação anônima para o disque denúncia, por meio do telefone 0800-84 2999. A identidade do cidadão denunciante será mantida em sigilo.