Uma decisão tomada nesta terça-feira (13) pelo juiz da Comarca de Nísia Floresta, Marcus Vinicius Pereira Júnior, pode causar um mal estar nas esferas judicial e de segurança pública do Rio Grande do Norte.
No último dia 17 de abril, o juiz Cícero Martins sentenciou que o Estado não poderia mais manter presos em delegacias, devendo transferi-los para cadeias públicas ou penitenciárias. Com isso, a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) vinha disponibilizando vagas nas unidades prisionais para que pelo menos os presos flagranteados não ficassem nas delegacias.
Foi o que aconteceu nesta terça-feira, quando a Coordenadoria da Administração Penitenciária (Coape) disponibilizou 14 vagas na penitenciária de Alcaçuz. Nesta quarta-feira (14), o delegado adjunto da Diretoria de Polícia da Grande Natal, Stênio Pimentel, informou que a Delegacia Geral providenciou a transferência dos 14 presos.
Porém, ao chegar no presídio, os policiais foram informados que o juiz da Comarca de Nísia Floresta tinha emitido decisão proibindo a permanência dos presos provisórios em Alcaçuz. A reportagem do Nominuto.com entrou em contato com o magistrado e foi informada que a decisão foi tomada para impedir a superlotação da unidade prisional.
“O presídio de Alcaçuz tem 120 vagas para presos provisórios. Mas, o Estado já ultrapassou esse número em 39. Ou seja, a penitenciária está começando a ficar superlotada e eu não posso permitir isso”, explicou o juiz de Nísia Floresta.
Questionado sobre a sentença do juiz Cícero Martins, da 4ª Vara da Fazenda Pública, que determinou a retirada de todos os presos de delegacias para os presídios estaduais, Marcus Vinicius disse que: “que o Estado não pode sanar um problema criando outro. Se as delegacias estão superlotadas, não podemos superlotar as penitenciarias. O Estado que providencie outro canto para colocar esses presos porque na comarca de Nísia Floresta eu não vou permitir”.
A decisão afeta diretamente a Secretária Estadual de Justiça e Cidadania e a Delegacia Geral da Polícia Civil. Nesta quarta-feira, a Degepol encaminhou um ofício ao juiz Cícero Martins comunicando a situação. Os 14 presos que iriam para Alcaçuz tiveram que ser reacomodados em delegacias.
Gostaria de saber de onde surgiu esta decisão de que delegacias não poderiam mais receber presos, pois todos os dias recebem, o exemplo é a fuga das Quintas, q dos 12 foragidos, 5 haviam sido transferidos do plantão ZS, flagranteados depois da decisão judicial. Isto é faz de conta ou faz me rir?
Roberio Mauricio (postado no dia 14 de maio de 2008, às 16h50min)