Polícia Enviada em 09/10/2008 às 17h18min
Refinaria de droga em Jenipabu poderia render R$ 6 milhões para a quadrilha
Os traficantes teriam gastado cerca de R$ 2 milhões para comprar a droga na sua forma bruta. Perito do Itep destaca que cocaína pura apreendida tem origem internacional.
Thyago Macedo


Carck era derrito em microondas para depois ser misturado com outras substâncias.

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A quantidade de droga apreendida na tarde desta quarta-feira (8) na praia de Jenipabu poderia render algo em torno de R$ 6 milhões para a quadrilha que estava se instalando no Rio Grande do Norte.
Além dos 190 tabletes de crack prensado encontrados na casa, a polícia apreendeu 258 gramas de cocaína pura, considera a mais cara, pois só é produzida em paises como Colômbia e Bolívia.
De acordo com o perito criminal do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), Marcos Rodrigues, a quantidade de droga e o aparato que eles estavam montando para refinar o produto deixa claro que se trata de uma organização criminosa que pode ter ramificações internacionais.
“Sem dúvida alguma, aquela quantidade de droga iria render uma fortuna. Primeiro, porque além do crack, eles estavam com cocaína pura. Não é qualquer bandido que tem esse tipo de produto, pois ele é o mais caro. A pasta base só é produzida em paises como Colômbia e Bolívia, então, para ela se trazida para o Rio Grande do Norte é porque essas pessoas têm ligações internacionais”, explicou o perito.
Segundo fontes do Nominuto.com, nesta quinta-feira (9), a polícia teria encontrado mais tabletes de crack prensando dentro da geladeira na casa onde estavam Nilton Albuquerque Gomes de Andrade e Claúdio Martins Junior, ambos paulistas e com 32 anos.
O delegado Ronaldo Gomes, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), que está à frente do caso, não quis dar detalhes da investigação. Em contato com a reportagem, ele declarou que não tinha “novidades”. Contudo, a fonte disse ainda que além de mais droga encontrada na casa, a polícia descobriu que a quadrilha tinha planos bem ousados.
“Tudo indica que eles queriam pousar um helicóptero em frente a casa, haja vista que o mato do local havia sido retirado e que cursos de pilotagens e mapas aéreos foram encontrados com os acusados”, destacou a fonte.
De acordo com Marcos Rodrigues, do Itep, cada tablete apreendido pesava 1,25kg. “Alguns chegaram a pesar 1,3kg, mas a média era essa mesmo”, declarou. O perito explicou como era o procedimento de refino da droga que seria feito em Jenipabu. “Eles usavam o microondas para derreter o crack e depois iriam misturar com outros produtos, provavelmente a cocaína pura. No entanto, a substancia mais utilizada nesse tipo de mistura é o bicarbonato”, destaca.
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