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Enviada em 09/10/2008 às 11h38min

Começa a corrida à presidência da Câmara Municipal

Pelo menos cinco vereadores devem disputar o cargo mais alto da Casa em janeiro.
Elpídio Júnior
Mesmo com imagem abalada, Dickson Nasser tentará reeleição.
Pelo menos cinco dos onze vereadores reeleitos já movimentam os bastidores da Câmara Municipal em busca da presidência a partir de 2009: Edivan Martins (PV), Dickson Nasser (PSB), Adão Eridan (PR), Hermano Moraes (PMDB) e Aquino Neto (PV).

É inegável que o atual presidente, Dickson Nasser, depois da conduta desastrosa frente à Operação Impacto, sai com a imagem abalada e deve enfrentar dificuldades para continuar no cargo. Além de tentar travar uma briga de força com o Ministério Público, dificultando a investigação, ele, mesmo configurando entre os acusados, jamais deixou a presidência.

Mesmo assim, foi um dos primeiros a começar a campanha e tem pedido votos entre os colegas desde o início da semana. Outro que colocou a candidatura na rua foi Adão Eridan: ele contabiliza três votos entre os onze que ficaram, e já ensaia sua plataforma.

“Quero aumentar o trabalho social da Câmara, espalhar pela cidade a procuradoria comunitária e colocar funcionários que não dão expediente para trabalhar”, propôs o vereador. Como vantagem, ele conta a experiência de três mandatos quase completos.

O atual líder do governo na Câmara Edivan Martins (PV) lança mão de outra estratégia: conquistar os votos dos dez novos vereadores.

Aquino Neto (PV), atual 1º. secretário da mesa, revelou que foi procurado por Dickson (PSB) para compor sua chapa, mas decidiu sair também candidato. “A Casa tem um regime monárquico e os secretários não têm voz nas decisões”, reclamou.

Perguntado pelo Nominuto.com sobre a possível candidatura, Hermano Moraes desconversou. “Ainda é muito cedo para se pensar na sucessão da Casa. Mais importante é discutir como recuperaremos a sua credibilidade prejudicada após a Operação Impacto”. Ele disse que antes de decidir sua posição, deverá escutar o partido.

Em 5 de outubro, 35% dos eleitores se abstiveram de votar para vereador ou votaram branco e nulo. Seis dos vereadores envolvidos na Operação Impacto não conseguiram se reeleger. A Casa decidirá quem será o novo líder por votação direta dia 1o. de janeiro.

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