Política Enviada em 06/10/2008 às 16h53min
José Agripino: “será que ele vem?”
Maior opositor de Lula no Congresso, o democrata responde à provocação do presidente feita em discurso no estado.
Júlio Pinheiro


Agripino: "Esta aliança foi feita para me derrotar".

O relógio marcava pouco mais que 21h do domingo (6) e nem todas as urnas estavam apuradas. Mas os aliados de Micarla de Sousa já comemoravam a eleição da candidata. Entre eles, o senador democrata, José Agripino que no dia 19 de setembro foi chamado por Lula (PT) para “um acerto de contas em 2010”. Antes do fim da apuração, ele deu a resposta: “será que ele vem com esse resultado de hoje?”.
A união dos principais líderes da política potiguar não foi o suficiente para derrotar a borboleta que abocanhou a Prefeitura de Natal no 1° turno. Mas por trás da popularidade de Micarla existe uma outra liderança – que para alguns estava esquecida – e para outros, inclusive para ele mesmo “nunca morreu”. José Agripino saiu fortalecido da eleição. As duas principais cidades do estado ganharam com o seu apoio.
A candidatura para o senado em 2010, já é certa. Será o principal projeto do DEM, assim como foi Rosalba em 2006. Eleição que começou a ser costurada agora, em 2008 de ambos os lados.
A aliança PT/PMDB/PSB que durante a campanha foi chamada pelos adversários de “acordão” possui também dois candidatos naturais ao senado. Garibaldi Filho quer se reeleger e Wilma de Faria quer ocupar o posto pela primeira vez. Aliança esta que a governadora já disse querer manter. Já Agripino não tem dúvidas, “esta aliança foi feita para me derrotar”.
Três candidatos, duas vagas. Quem pode mais? Se em um mês o cenário político do estado mudou tanto, como ocorreu em junho deste ano, imagine em 2 anos, dois meses e 25 dias para ser mais preciso.
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