O advogado da empresária Cristiane Abreu, Erick Pereira, está tranqüilo com relação aos recursos que o Ministério Público do Rio Grande do Norte interpôs ao STF e STJ que têm o objetivo de obrigar a Justiça potiguar a aceitar a denúncia contra a sua cliente sobre suposta participação no esquema de corrupção investigado pela Operação Impacto. Para o advogado, os recursos não chegarão a ser analisados pelas instâncias superiores.
Cristiane Abreu havia sido excluída da investigação devido ao entendimento do Tribunal de Justiça do Estado de que não havia provas suficientes contra a esposa do empresário Ricardo Abreu, dono da Abreu Imóveis – que seria uma das financiadoras da suposta propina paga a vereadores de Natal para a aprovação de emendas ao Plano Diretor de Natal. O MP, que denunciou a empresária por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, recorreu ao STF e STJ para tentar reformar a decisão do TJ, mas o advogado de Cristiane Abreu está tranqüilo quanto ao caso.
Afirmando que, no recurso interposto ao STF a procuradora Arly de Brito Maia, da 16º Procuradoria de Justiça, ela “não demonstrou a repercussão geral do fato”, o que fará com que o recurso se quer seja conhecido pelo Supremo. Já no recurso ao STJ, Erick Pereira argumenta que não está prevista a discussão de matéria de prova no Superior Tribunal de Justiça.
“O STJ não discute matéria de prova. A promotora que demonstrar que há indícios suficientes contra Cristiane Abre, mas a Justiça soberana da prova é a do Rio Grande do Norte. Os dois recursos do Ministério Público estão fadados a não serem conhecidos”, explicou o advogado.