Prestes a acabar seu mandato como vereador, Renato Dantas (PMDB) tem usado suas falas na Câmara Municipal para acusar abertamente o deputado estadual Walter Alves, também do PMDB, de desvio de dinheiro da Assembléia Legislativa.
Renato Dantas e mais doze vereadores foram intimados nesta quinta-feira (09) a responder por escrito à acusação de recebimento de propina durante a votação de vetos ao Plano Diretor de Natal, que ficou conhecido como Operação Impacto.
Agora ele se preocupa em "limpar o nome" e "resgatar a dignidade" junto aos natalenses. Segundo Dantas, a Operação começou quando proprietários da zona norte e zona sul disputaram uma queda de braço para conseguirem diminuir o gabarito (altura) das edificações uma da outra. "É preciso que Natal saiba: foi feito um grande lobby na cidade", declarou.
Durante as investigações, foram encontrados 77 mil reais em dinheiro vivo na casa do vereador Geraldo Neto, que na época afirmou que o montante era um “presente” do primo Walter Alves para a compra de um apartamento, estimado em 80 mil.
Segundo Renato, esse dinheiro seria fruto de desvio de dinheiro da Assembléia Legislativa e teria sido incluive sacado de uma agência Banespa dentro da Casa.
O deputado estadual já prestou depoimento ao Deicot – Delegacia Especializada em investigação contra a Ordem Tributária - na condição de testemunha em março desse ano, e confirmou a versão de Geraldo.
Ele disse que Renato Dantas foi irresponsável e “tomará as providências cabíveis”. Para Walter Alves, a conduta do vereador se deve ao "rancor" por ter perdido as eleições municipais.