“Político não é personagem, não pode ser vendido como produto”, diz especialista em marketing político

Blog SerMídia,

 Estamos a exatamente um ano das eleições. E esse foi um dos temas debatidos na tarde do Seminário Conexão Digital, que aconteceu neste sábado, no Ocean Palace em Natal. O evento teve a presença de mais de 250 pessoas, e quatro palestras só no turno da tarde, além das cinco que aconteceram durante a manhã.

  João Maria Medeiros, especialista em marketing político, abriu as discussões falando sobre o que vem por aí no marketing político, a influência da internet nas próximas eleições. João alertou que mesmo com todo o “poder” que exerce hoje sobre as pessoas, a internet serve mais para desconstruir imagens. “A TV ainda é extremamente decisiva nas eleições. A decisão do voto do eleitor é construída a partir de fatores como influência familiar, informações nas mais diversas plataformas e principalmente, televisão”, disse ele.

  Opinião compartilhada por Miriam Braga, mato-grossense da Vetor Pesquisas: “A TV é decisiva, até porque gera conteúdo que é replicado em outras mídias”. Miriam falou sobre pesquisa política na era digital, e disse que o maior desafio é acompanhar a velocidade do tempo. “Uma pesquisa boca de urna hoje já não faz tanto sentido, com o sistema de votação eletrônica, o resultado já sai pouquíssimo tempo depois do fim da votação. É muita velocidade em todos os processos da eleição, então aconselho aos candidatos que comecem a trabalhar bem antes, 45 dias de campanha vai ser muito pouco”, diz ela.

  Com muitas experiências em campanhas políticas em vários lugares do Brasil, João Maria Medeiros e Miriam Braga ainda deram dicas preciosas para quem pretende se candidatar a um cargo público em 2018. João lembra que “político não é personagem. Ele pensa, tem família, comete gafes. Jamais pode ser vendido como produto”.

  E Miriam diz que usar as redes sociais como ferramenta de campanha apenas para barateá-la é ilusão. “A produção de conteúdo na internet tem que ser boa, tanto quanto se fosse para TV. A preocupação com conteúdo, com estética, deve existir sim, também nas redes sociais. Não pode fazer de qualquer jeito”, alerta Miriam.


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