Dos mais de mil alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte inscritos no programa Trilhas Potiguares 2009, 340 foram selecionados e, junto com os coordenadores, partem para o interior do Estado neste domingo (5).
No Trilhas Potiguares, os estudantes passam uma semana acampados em pequenas cidades do interior a fim de propor melhorias para as comunidades. A iniciativa, que teve início em 1996, só tem crescido - tanto em número de participantes quanto de cidades.
Em 2003, apenas três cidades participaram. Seis anos depois, 17 municípios irão receber equipes universitárias. Cada grupo tem 20 alunos, além do coordenador, que pode ser professor ou funcionário. No total, 360 pessoas da universidade estarão envolvidas.
Serão contemplados pelos projetos os seguintes municípios: Baía Formosa, Bom Jesus, Caiçara do Norte, Campo Redondo, Cerro Corá, Ipueira, Jundiá, Lagoa Salgada, Major Sales, Martins, Olho D'água do Borges, Pedra Grande, Pureza, Santo Antônio, São Miguel do Gostoso, Várzea e Vera Cruz.

Segundo a coordenadora geral do Programa, a professora Rita de Cássia, o sucesso da extensão universitária é pela interação com a comunidade.
“O programa oferece a oportunidade ao aluno de vivenciar a experiência profissional que terá no futuro”, explica. De acordo com a professora, cada trilheiro apresenta uma proposta para o município selecionado relacionada às demandas, mas os projetos se dão coletivamente.
“Uma palestra sobre DST pode contar com alunos de medicina, enfermagem e artes fazendo uma representação de forma lúdica sobre as doenças”, exemplifica apontando o apoio interdisciplinar como presente tanto em conteúdo, como nas técnicas de apresentação.
De acordo com a bolsista da Pró-reitoria de Extensão, Vanessa Barreto, os municípios se inscrevem no projeto e recebem a visita da equipe organizadora do evento para discutir as necessidades do lugar e as condições para que seja realizada a ação.
“O município tem que colaborar com todas as atividades oferecendo hospedagem, alimentação e locomoção dentro do município”, disse a bolsista.
O produtor cultural Jaime Azevedo coordena a primeira viagem, para Lagoa Salgada. Segundo o servidor público, o município contará com mini-cursos de capacitação em diversas áreas.
“A gente faz uma ação pontual, mas que possa ter continuidade”, disse. “Haverá palestras para crianças, mas não é o foco. Justamente porque os professores e funcionários da prefeitura se tornarão agentes multiplicadores do conhecimento adquirido”, avisa o coordenador.
De acordo com Azevedo, um dos projetos aplicados tem em quase todos os municípios: saúde na escola. Além deste, será realizada capacitação musical e laboratorial.
“Tem escola com laboratórios de informática, química e biologia desativados porque não tem ninguém capacitado”, Jaime aponta a situação atual.