Vlademir Alexandre
Muitas idéias surgiram da reunião entre profissionais da música e FJA.
Muitas propostas surgiram para projetos na área da música, não só por parte dos profissionais, mas também pela Fundação José Augusto. Basta agora definir prioridades. Quais projetos vêm na frente com o dinheiro que temos? A pergunta da FJA é dirigida à classe. Os músicos que vão responder.
Na reunião da quinta-feira (20), no auditório Poeta Franco Maria Jasiello, na FJA, profissionais da música se encontraram para definir a atuação da câmara setorial. Além disso, ficou acertado o encontro da próxima semana, na quinta-feira (27), às 14h, para acertos sobre o edital da câmara setorial de música.
A câmara setorial é a política em aplicação pela Fundação baseado no modelo do Ministério da Cultura em que cada setor da cultura, por meio de seus representantes, formará um órgão consultivo para dizer as necessidades da classe artísticas aos órgãos gestores da cultura no estado.
No encontro, o presidente da FJA, Crispiniano Neto, apresentou aos músicos e produtores quais projetos para o setor podem ser implantados pela FJA. De acordo com o poeta Crispiniano Neto, tudo é passível de adaptações e sugestões.
“Temos o projeto Circulando, em que levaremos músicos, atores, artistas plásticos, para apresentar seus trabalhos nas Casas de Cultura pelo interior do estado e também para outros estados”, explicou o poeta.
Foi proposto também o Festival da Música, que deverá premiar grupos musicais com o montante de 100 mil reais e abragerá todo o Rio Grande do Norte. “Convidamos os grupos a se capacitarem ao ponto de cultura. Para isso, basta ter CNPJ”, disse Crispiniano Neto.
Vlademir Alexandre
Representantes da FJA abriram espaço para sugestões do músicos.

O presidente da FJA mencionou também a possibilidade da criação de um estúdio de ensaios para os músicos. “Também poderíamos reproduzir o CD, com 100, 200, 500 ou 1000 cópias. Queremos ainda recuperar nossa gráfica para a produção dos encartes dos discos”, comentou.
“Estamos buscando recursos para mil e 500 a duas mil horas de estúdio para gravações em estúdios. Faríamos 50 horas por CDs, que seriam selecionados por um edital. E depois, o grupo traria a matriz do disco e nós ficaríamos responsáveis por prensar os CDs e pela impressão”, arrematou o poeta.
Há ainda um programa de rádio pela web com os músicos potiguares. Segundo o presidente da Fundação, a idéia já está em experimentação com áudios da Orquestra Sinfônica do RN.
Crispiniano Neto faz questão de ressaltar que todas as propostas ainda estão em fase de articulação. “Estamos no limite dos sonhos. Essas idéias todas já estã sendo amadurecidas, mas não queremos bater o martelo sem ouvir os músicos, que são os que estão envolvidos diretamente com o assunto”, afirmou.
Mirabô Dantas, músico e coordenador da câmara setorial em formação, acredita que cabe aos músicos dizer quais projetos devem ser levados a frente.
“Eles que têm que dizer quais projetos são prioridade para eles. Por isso faremos essas reuniões sistematicamente. Com o tempo, acreditamos que mais pessoas virão para debater e acrescentar com suas opiniões”, comentou o coordenador.
E os músicos?
Vlademir Alexandre
Timidamente, músicos e produtores apareceram no primeiro encontro.

Os profissionais da música propuseram, entre outras coisas, a visita de músicos a escolas no intuito de formar e educar o público futuro por meio de análises de letras. Foi sugerido que se fizesse um mapeamento da música potiguar, tanto para a compreensão da identidade musical do RN, como para um arquivo na internet.
Uma popularização dos preços do Projeto Seis e Meia, que venderia ingressos a 1 real, foi avaliada no intuito de trazer pessoas que ainda não foram apresentadas à considerada “boa música”. “Ninguém vai gostar daquilo que não conhece”, declararam os músicos.
A capacitação e profissionalização dos profissionais da música foi uma idéia levantada na reunião. A proposta sugere que sejam elaborados cursos para que o músico apresnda a gerir sua carreira e ser seu próprio produtor, “andando com suas próprias pernas”.