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O doce sabor de um café ao vento

O grupo Café do Vento lançou o álbum Calangotango no dia 3 de julho e agora se prepara para apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns.

Por Vinícius Menna
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Fábio Pinheiro
Café do Vento
Saiba mais
Com CD lançado recentemente, a banda Café do Vento prepara-se para sua segunda apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns.

O show do grupo faz parte da programação do SESC e ocorre em suas dependências no dia 24 de julho, às 12h.

Na beira da estrada que liga o município de Itabaiana a João Pessoa, na Paraíba, havia uma mulher vendendo café.

Seu produto era conhecido entre os feirantes que por ali andavam. Acredita-se que na região ventava muito, pois quando as pessoas pensavam no estimulante da mulher, diziam: "Vamos tomar um café ao vento?".

Com o tempo, gerou-se a corruptela do termo e as pessoas passaram a referir-se à bebida da vendedora como "café do vento".

Este é o nome atualmente de uma cidade do interior da Paraíba, que fica disposta no entroncamento da cidade de Sapé e Pilar. "Sempre achei esse nome muito poético.

Quando passei por lá, pensei que se eu tivesse um grupo musical, seria esse nome", explica Roderick Fonseca, instrumentista.

O Café do Vento lançou o álbum Calangotango no dia 3 de julho, na Casa da Ribeira. Participaram do evento os bailarinos do corpo de balé do Teatro Alberto Maranhão, com direção de Wani Rose.

Calangotango
tem 11 faixas e foi lançado de forma independente. O disco contou com o incentivo da Lei Municipal de Cultura Djalma Maranhão.

O grupo foi montado em 2002. Segundo Roderick Fonseca, a banda não planejou nada para a construção de sua sonoridade.

O Café do Vento é uma banda voltada para a produção de músicas autorais, porém, não dispensa a elaboração de versões. Suas livres interpretações vão de Vivaldi e Ravel até Hermeto Pascoal. "Tudo dentro da nossa estética de som", explica o instrumentista.

Antes de Calangotango, o Café do Vento já tinha dois registros, em DVD. O primeiro, um demo, chama-se Porco Mulo e foi produzido de forma mais "artesanal", como especifica Roderick Fonseca. "Ele foi gravado como nas antigas, em uma única apresentação, com edições simples, alguns cortes de cenas", conta. São 45 minutos de filmagens entre show e entrevista.

Café por ele mesmo, segundo DVD da banda, teve um tratamento mais profissional. "Ele foi filmado com duas câmeras, tem uma qualidade maior, mas é menor. Tem cerca de 20 minutos", diz Roderick Fonseca.

Este registro conta com a participação especial de Vant, líder da Tribo Ethnos, grupo que trabalha com dança de rua, em vinheta final.

Os próximos shows do Café do Vento estão marcados para domingo (15), no Som da Mata, que ocorre no Parque das Dunas, às 16h30, pelo preço de R$ 1; e no Praia Shopping, dia 22 de julho, às 20h, com entrada franca.
 
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